Nova York Pós Blip (Terra 216 – Marvel Multiverse RPG)

O Marvel Multiverse RPG é um jogo de interpretação de papéis (RPG) de mesa que permite aos jogadores criar e viver aventuras como heróis do universo Marvel, explorando um multiverso repleto de realidades paralelas. Desenvolvido pela Marvel em parceria com a Ravensburger, o sistema utiliza um conjunto simples de dados de seis lados (d6) e foca em narrativa colaborativa, onde os jogadores moldam a história junto com o Narrador. A proposta central é oferecer uma experiência acessível, inspirada nos quadrinhos da Marvel e no MCU, com regras flexíveis que equilibram combate, exploração e desenvolvimento de personagens.


Os jogadores criam heróis de Rank 1 a 5, definindo atributos (Might, Agility, Resilience, Vigilance, Ego e Logic, cujas iniciais formam a palavra MARVEL), poderes (como voo ou força sobre-humana), traços (habilidades ou falhas pessoais) e equipamentos, tudo ajustado ao nível do personagem. O sistema usa um “padrão de sucesso” baseado no Rank de cada personagem, com modificadores baseados em atributos e traços, incentivando escolhas táticas e roleplay. A mecânica de “Edge” e “Trouble” permite acumular vantagens em combate ou desafios, refletindo o estilo cinematográfico dos heróis Marvel. A ambientação abrange o multiverso, com cenários que vão desde a Terra-616 (o universo principal dos quadrinhos) até realidades alternativas como a Terra-199999 (MCU) ou outras criadas pelos jogadores. A proposta é que os heróis enfrentem ameaças, como vilões clássicos (Doutor Octopus, Thanos), ou eventos multiversais (incursões, rupturas temporais), enquanto desenvolvem arcos pessoais e interagem com o vasto elenco de personagens Marvel. Ideal para fãs que querem recriar suas próprias sagas ou explorar “o que aconteceria se” em um universo em constante expansão.


Eu e meu grupo de jogadores já fizemos nossa versão da Guerra Civil, usando heróis diferentes a cada sessão para experimentar e sentir o clima do RPG, testando o sistema com personagens variados, e o resultado foi muito bom. Tanto que agora estamos dispostos a fazer algo mais original e com personagens criados a partir do zero. Como evento focal escolhemos o “Blip”, um evento catastrófico ocorrido em Vingadores: Ultimato (2019), quando Thanos, usando as Joias do Infinito, estalou os dedos com a Manopla do Infinito e eliminou metade de toda a vida no universo de forma aleatória. Esse ato, motivado por sua visão distorcida de equilibrar os recursos do cosmos, resultou na desintegração instantânea de bilhões de seres, incluindo personagens como Homem-Aranha, Pantera Negra, Doutor Estranho, entre outros.

Nova York Pós-Blip

O cenário que usaremos é a Terra 216, uma realidade bem parecida com a do MCU, mas com algumas diferenças importantes. Nesta realidade Thanos não apagou somente metade da população do universo de maneira aleatória, mas também desejou que todos os super-heróis da Terra com poder suficiente para desafiá-lo, e que poderiam querer uma vingança ou reverter o que ele fez, sumissem também. Com isso todos os heróis com Rank 4 ou mais foram desintegrados. Com essa premissa chegamos a situação da Terra 216 pós-Blip.

O Pós Blip

Seis meses após o “Blip”, Nova York está em recuperação. Metade da população mundial foi apagada da existência, mas Nova York sentiu mais, porque os heróis que antes protegiam a cidade desapareceram. Infelizmente o mesmo não aconteceu com os vilões, que além de não desaparecerem agem impunes pela cidade, sem ninguém em condições de impedi-los. A Torre dos Vingadores, o Edificio Baxter, entre outos locais icônicos dos heróis, são monumentos abandonados que servem apenas para lembrar um passado não muito distante quando seres com poderes incríveis habitavam essas construções e protegiam o mundo.


Wilson Fisk, também conhecido como Rei do Crime, agora é prefeito da cidade. Ele usou o medo e a desinformação da população com os ultimos acontecimentos para dizer que foram os super-heróis os culpados pelo o que aconteceu, afinal as notícias sobre a batalha contra Thanos e as Jóias do Infinito não chegou completa para grande parte da população. Após assumir a prefeitura de Nova York, Wilson Fisk sanciona um decreto baseado na Lei de Regristos chamada Ato dos Poderes, proibindo a atuação de qualquer vigilante não registrado dentro da cidade. Para se legalizarem, heróis são obrigados a revelar suas identidades secretas — uma exigência que transforma proteção em vulnerabilidade. Além disso criou uma divisão especial da polícia, chamada de Força Tarefa Anti-Vigilante, com os policiais mais violentos e corruptos da corporação fazendo parte deste grupo, para monitorar e coibir a atuação dos vigilantes não registrados.

O impacto é imediato. Os poucos vigilantes que ainda restavam após o Blip optam por encerrar suas carreiras, temendo pelas vidas de seus familiares e aliados caso suas identidades caiam nas mãos erradas, já que não confiam no prefeito e seu histórico como Rei do Crime. Nova York, antes protegida por figuras mascaradas, torna-se silenciosamente desguarnecida.

Enquanto isso, nos bastidores, Fisk consolida seu verdadeiro império. Ele firma alianças secretas com criminosos perigosos como Abutre, Doutor Octopus e Mercenário, ao mesmo tempo em que move uma guerra estratégica para tomar o controle das ruas dominadas por Tombstone e Hammerhead. Seu objetivo é claro: unificar todo o crime sob seu comando, agora protegido pelo poder institucional.

Para sustentar essa nova ordem, uma força de robôs de combate — equipados com armaduras inspiradas na tecnologia do Homem de Ferro — passa a patrulhar a cidade. Oficialmente, essas unidades foram disponibilizadas pelo governo dos Estados Unidos, agora sob a liderança do General Thaddeus Ross (Hulk Vermelho), após o desaparecimento do presidente e de grande parte do Congresso durante o Blip. Na prática, porém, esses robôs não estão ali para proteger a população.

Sob ordens diretas do prefeito, eles atuam como uma força de repressão, caçando vigilantes que se recusam a se registrar, enquanto deliberadamente ignoram as atividades dos grandes nomes do crime organizado. A lei não é mais um instrumento de justiça — é uma arma de controle.


Com os heróis fora de cena e o crime reorganizado sob um novo equilíbrio, a violência cresce nas ruas. Ainda assim, a população pouco vê disso nos noticiários. A imprensa local, fortemente influenciada por Fisk, distorce informações, minimiza incidentes e sustenta a ilusão de uma cidade sob controle.

Mas nas ruas, a verdade é outra. O medo se espalha. A criminalidade se fortalece. E, talvez o mais perigoso de tudo, a esperança começa a desaparecer do coração dos nova-iorquinos.

Situação dos Estados Unidos após o Blip

O Blip foi o evento mais traumático da história americana. Em um único instante, aproximadamente metade da população desapareceu, incluindo grande parte do Congresso, senadores, governadores, juízes e membros das Forças Armadas. O governo federal entrou em colapso imediato. Com o Presidente, Vice-Presidente e grande parte da linha sucessória evaporados, o país mergulhou no caos institucional. Diante do vácuo de poder, o General Thaddeus “Thunderbolt” Ross assumiu o comando da nação de forma não eleita. Como Secretário de Defesa na época (ou um dos poucos membros do gabinete que sobreviveram), Ross invocou poderes de emergência previstos em protocolos secretos de continuidade do governo. Ele se declarou Presidente Interino e impôs a Lei Marcial Nacional dentro das primeiras 48 horas após o Blip. A medida foi inicialmente aceita por boa parte da população e das Forças Armadas, que viam em Ross um líder forte e experiente em momentos de crise. No entanto, com o passar do tempo, sua permanência no poder se tornou cada vez mais controversa.

Situação Geral

  • Governo Central Fraco e Autoritário
    Ross governa de uma Washington parcialmente reconstruída, com poderes executivos ampliados. O Congresso foi “reconstituído” com apenas 40% de seus membros originais e funciona mais como uma câmara consultiva do que um poder independente. Muitas decisões importantes são tomadas por decretos presidenciais ou ordens executivas.
  • Economia em Colapso Parcial
    A perda repentina de metade da força de trabalho gerou escassez generalizada de alimentos, combustíveis e mão de obra. As cadeias de suprimento ainda não se recuperaram. Cidades grandes como Nova York, Los Angeles e Chicago enfrentam racionamento, inflação galopante e um mercado negro extremamente ativo. Empresas como a Oscorp e remanescentes da Stark Industries ganharam enorme influência ao “ajudar” o governo com suprimentos e tecnologia.
  • Ordem Pública e Crime
    Com grande parte das forças policiais e militares sumidas, o crime organizado explodiu. Wilson Fisk consolidou grande poder em Nova York e outras cidades do Nordeste. A Maggia, grupos de motoqueiros, gangues de rua e milícias “patrióticas” disputam território. Ross responde com mão pesada: toque de recolher em várias metrópoles, uso de drones de vigilância e operações conjuntas entre Exército e forças locais.
  • Política Anti-Heróis
    Uma das marcas do governo Ross é a postura dura contra vigilantes e super-humanos. Ele considera que os “heróis” falharam em proteger a humanidade e agora representam uma ameaça maior que os vilões. Leis foram aprovadas em algumas cidades exigindo o registro obrigatório de qualquer indivíduo com poderes ou tecnologia avançada. Equipes especiais (com forte influência da HYDRA infiltrada) caçam heróis não registrados, o que gerou uma onda de “caça às bruxas” e deserções.
  • Forças Armadas e S.H.I.E.L.D.
    O Exército e a Guarda Nacional ganharam enorme relevância, mas estão sobrecarregados. A S.H.I.E.L.D., praticamente destruída, foi colocada sob controle direto do Departamento de Defesa, o que facilitou ainda mais a infiltração da HYDRA.

Situação da S.H.I.E.L.D. e da HYDRA após o Blip

O Blip foi um golpe devastador para a S.H.I.E.L.D. Em questão de segundos, a agência perdeu entre 45% e 60% de seu efetivo global, incluindo agentes de campo, analistas, diretores regionais e pessoal de suporte. Com o desaparecimento de Nick Fury Jr., a cadeia de comando entrou em colapso. O que restou foi uma organização fragmentada, sem recursos suficientes e com a reputação destruída perante a opinião pública, que a culpa — junto com os heróis — pela incapacidade de impedir o cataclismo. Hoje a S.H.I.E.L.D. opera como uma entidade fantasma. O Triskélion, em Washington, permanece parcialmente funcional, mas com alas inteiras fechadas e um Helicarrier danificado ancorado como símbolo de um poder que já não existe. As bases sobreviventes funcionam com equipes reduzidas, equipamentos obsoletos e comunicação instável. A agência se dividiu organicamente em três facções principais que mal se toleram:

  • Os Lealistas, liderados pelo Coronel Thomas Raynor, que ainda tentam preservar os ideais originais de proteção à Terra e buscam combater ameaças reais, mesmo que isso signifique desobedecer ordens oficiais.
  • Os Pragmáticos, comandados pela nova Diretora Interina Contessa Valentina Allegra de la Fontaine, que priorizam a sobrevivência da agência a qualquer custo, fazendo acordos questionáveis com o governo remanescente e até com figuras como Wilson Fisk.
  • E os Infiltrados, que representam quase 40% da estrutura atual e respondem, na prática, à HYDRA.

A HYDRA soube aproveitar o caos como ninguém. O Blip foi a oportunidade perfeita: com tantas vagas de comando, agentes infiltrados foram rapidamente promovidos. Usando a própria estrutura da S.H.I.E.L.D. como fachada, a organização terrorista assumiu bases secretas, roubou bancos de dados, armamentos avançados e até alguns Helicarriers. Sob a liderança estratégica do Barão Helmut Zemo, a HYDRA transformou a antiga agência em uma ferramenta para legitimar suas operações, criando a “Iniciativa Thunderbolt” — uma força-tarefa pública que caça vigilantes enquanto esconde seus verdadeiros objetivos. Zemo e o Caveira Vermelha operam em uma aliança instável: o primeiro foca no controle tecnológico e na reconstrução de uma “nova ordem”, enquanto o segundo explora o ressentimento e o medo da população para ganhar seguidores. Juntos, eles enfraquecem ainda mais o que restou da S.H.I.E.L.D. leal, caçando agentes dissidentes e alimentando o caos que permite que criminosos como o Rei do Crime, a Maggia e o Abutre ajam com relativa liberdade. Para muitos agentes sobreviventes, a linha entre servir à S.H.I.E.L.D. e servir à HYDRA tornou-se perigosamente turva. Em um mundo sem heróis suficientes para conter as ameaças, a verdadeira batalha pode não estar mais nas ruas — e sim dentro das próprias sombras da agência que um dia prometeu proteger a humanidade.

OBJETIVO E PARÂMETROS DA CAMPANHA

Essa campanha de super-heróis Marvel tem como objetivo apresentar o sistema do Marvel Multiverse RPG para jogadores que curtam RPG de supers, e em especial os quadrinhos ou os filmes da Marvel. Os jogadores irão assumir o papel deheróis de Rank 1 a 3, já que os super-heróis de Rank 4 ou maior desapareceram. Eles devem decidir como enfrentar essa nova realidade enquanto lidam com seus problemas do dia a dia. Eles irão escolher os personagens de uma lista pré-aprovada pelo narrador e podem a cada sessão trocar de personagem dependendo da ameaça que irão enfrentar.


Nada impede também que o narrador permita que os jogadores façam novos heróis, aproveitando o vácuo criado com o desaparecimento dos grandes heróis do planeta. Como exemplo temos ao lado uma aba com Novos Heróis que surgiram após o blip. Abaixo deixo uma lista com sugestões de personagens de Rank 1-3 para escolha dos jogadores. Lembrando ao narrador que seria ideal equilibrar os personagens ao formar o grupo para enfrentar as ameaças e investigar os rumores.

Imaginei que personagens Rank 1-2 estão mais próximos de ameaças mundanas, como crime organizado na cidade, ou espionagem combatendo a Hydra, enquanto que do Rank 3 ameaças mais perigosas.

🕷️ PERSONAGENS DISPONÍVEIS — TERRA 216

🟢 RANK 1

  • A Enfermeira da Noite
  • Bruce Banner (Thanos não considerou ele uma ameaça já que não consegue se transformar no Hulk)
  • Agente Sum (SHIELD)
  • Claire Dixon (FBI)
  • Cole North (NYPD)
  • Dakota North (P.I.)
  • J. Jonah Jameson
  • Maddy Cho
  • Tia May Parker

🟡 RANK 2

  • Agente Phil Coulson (SHIELD)
  • Demolidor
  • Echo
  • Gavião Arqueiro
  • Moon Girl
  • Okoye
  • Lobo Vermelho
  • Ponto Cego
  • Colleen Wing
  • Kate Bishop
  • Maria Hill (SHIELD)
  • Melinda May (SHIELD)
  • Hárpia
  • Patriota (Rayshaun Lucas)
  • Stick

🔴 RANK 3

  • Tigresa
  • Homem-Formiga (Scott Lang)
  • Homem-Gigante (Raz Malhotra)
  • Hellcat
  • Punho de Ferro (Danny Rand)
  • Jessica Jones
  • Kate Pryde
  • Luke Cage
  • Mirage (Dani Moonstar)
  • Misty Knight
  • Ms. Marvel
  • Noturno
  • Reptil
  • Homem-Aranha (Miles Morales)
  • Garota Esquilo
  • Tigre Branco
  • Soldado Invernal
  • X-23 (Laura Kinney)
  • Homem Tridimensional
  • Capitão América das Ferrovias
  • Destruidora (Sharon Carter)
  • Falcão (Joaquim Torres)
  • Kid Fanático
  • Vigoroso
  • Patriota (Elijah “Eli” Bradley)
  • Tremor
  • Speed
  • Ferroada
  • Espadachim
  • Thunderstrike
  • Agente Americano
  • Yelena Belova
  • Manto
  • Adaga
  • Coração de Ferro
  • Falcão Noturno

Os Vilões

No início da campanha os vilões serão figuras conhecidas de Nova York, agora reimaginados dentro desta nova realidade. O principal vilão será sem dúvidas Wilson Fisk. A ideia de torná-lo prefeito de Nova York não é original, já tendo sido usada nos quadrinhos e na serie de TV do Demolidor.

Nos quadrinhos, no arco “Mayor Fisk”, que se estende principalmente dos números Daredevil #595 a #600, publicado em 2018, Fisk se aproveita da crise pós-evento Império Secreto (onde Manhattan fica isolada por uma dimensão sombria) para se lançar como candidato de última hora à prefeitura, apresentando-se como um líder forte e antivigilante. Apesar de manipular os resultados eleitorais, acredita-se que venceria mesmo sem fraude. No entanto, é em “Devil’s Reign” (Reinado do Demônio – 2021-2022) que essa gestão atinge seu ápice de controle tirânico, resultando na proibição dos super-heróis. Durante seu mandato, Fisk aprova o controverso Ato dos Poderes (“Powers Act”), que criminaliza atividades de super-heróis em Nova York. Recruta os vilões Thunderbolts para combater os vigilantes e busca reeleição — inclusive manipulando mentalmente o Homem-Púrpura para garantir sua vitória. Seu governo termina quando os heróis expõem seus crimes.

Na série de TV Demolidor – Born Again, Fisk inicia sua campanha com um discurso político muito focado em ordem, ação forte e controle. Seu estilo autoritário apela diretamente a uma parcela da população cansada do caos — fãs até usam bonés com frases de efeito, tipo “Prefeito Fisk — isso é o mais legal do mundo!”. Ele se apresenta como alguém que “faz acontecer”, destacando seu histórico violento como um ponto positivo, inclusive o massacre causado por Mercenário e seu histórico criminoso são quase celebrados por seus eleitores.

Nesta campanha de Marvel Multiverse RPG a lógica segue um caminho semelhante. Após o caos provocado pelo estalo de Thanos, Fisk se lançou à sociedade novaiorquina apresentando-se como um homem reformado que ama Nova York e deseja protegê-la. Ele lança uma campanha anti-vigilante, que ressoou em parte da população frustrada com a tragédia recentemente ocorrida e da qual a população não entende o que aconteceu. Fisk coloca a culpa do desaparecimento das pessoas nos heróis e diz que são eles os culpados por tudo o que aconteceu de ruim na cidade. Apesar de seu histórico público de crimes, como assassinatos e corrupção, a lei de Nova York permite que ex-presidiários concorram a cargos eletivos, desde que não tenham sido condenados enquanto ocupavam um cargo público, abrindo espaço para sua eleição.


Após assumir a prefeitura de Nova York, Wilson Fisk rapidamente implementa medidas autoritárias para consolidar seu poder. Entre elas está a criação de uma lei chamada Ato dos Poderes, que obriga todos os heróis que ainda atuam na cidade a se registrarem oficialmente, revelando suas identidades secretas às autoridades, além de criminalizar quem tentasse agir como vigilante do crime sem autorização expressa do prefeito.

A medida gera enorme tensão: muitos vigilantes entendem que, ao se exporem, colocariam em risco não apenas suas próprias vidas, mas também as de suas famílias e aliados. Para reforçar sua posição, Fisk transforma casos emblemáticos em exemplos públicos. Luke Cage e Jessica Jones, figuras icônicas da resistência contra o crime, são presos de forma espetacular, transmitindo a mensagem de que nenhum herói está acima da lei do prefeito. Ele conta com ajuda do Governo Federal que envia alguns robôs que usam tecnologia Stark para patrulhar as ruas e enfrentar os vigilantes que tentarem resitir as medidas, além de alguns vilões, como Ossos Cruzados, Treinador, Electro, entre outros, os quais ele usa para recriar os Thunderbolts.

Diante desse cenário, o medo se espalha rapidamente entre a comunidade heroica. Alguns poucos tentam resistir, mas a maioria prefere se manter no anonimato, reduzir suas atividades ou até mesmo abandonar completamente a vida de vigilante, deixando a população cada vez mais vulnerável ao controle absoluto de Fisk.

O que antes era visto como um movimento para “restaurar a ordem” transforma-se em um regime de vigilância e opressão, onde o Rei do Crime finalmente realiza seu sonho: subjugar Nova York não apenas através das sombras, mas agora com o poder da lei e do Estado em suas mãos.

Estilo da Campanha

A Campanha será no estilo West Marches onde os jogadores terão um esconderijo no qual se reúnem após as missões e o mural de rumores será uma TV ligada nos noticiários locais e em manchetes do Daily Bugle, J. Jonah Jameson


Além dos acontecimentos na cidade de NY os jogadores terão outras ameaças que irão aparecer aos poucos, com os jogadores escolhendo personagens diferentes para resolver cada uma delas, como por exemplo, o desejo de expansão da Hydra, problemas com a soberania de Wakanda, já que o Rei T’Challa e sua irmã, Shuri, também sumiram pós-blip, o Doutor Destino querendo ampliar as fronteiras da Latvéria, entre outros problemas globais. Além disso haverá um objetivo de fundo que seria tentar reverter, se isso for possível, o blip de Thanos. O que resolver, com quem resolver e como resolver, fica por conta dos jogadores e como vão lidar com os problemas conforme a campanha se desenvolve.


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