No vasto universo dos quadrinhos da DC, poucas coisas geraram tanto hype quanto a nova fase do Batman nos quadrinhos. É apenas a quarta vez que a numeração da revista do Cavaleiro das Trevas é reiniciada em 85 anos de história. Com o lançamento de Batman #1, escrito por Matt Fraction, ao lado do artista superstar Jorge Jiménez (com cores de Tomeu Morey e letras de Clayton Cowles), iremos ver Bruce Wayne e seu alter ego como nunca foi visto antes, segundo seu roteirista. Mas será que essa “nova fase” entrega o que promete? Após ler este exemplar (e considerando as reações iniciais da comunidade), eu diria que sim – com ressalvas. Vamos então saber um pouco mais sobre essa nova fase do morcegão.
Quem é Matt Fraction
Primeiro temos que apresentar Matt Fraction para quem ainda não o conhece e explicar o motivo de todo esse frisson com sua vinda para um dos títulos mais importantes da DC Comics.
Matt Fraction é um escritor americano de quadrinhos e roteiros, conhecido por seu trabalho inovador em histórias de super-heróis com narrativas emocionalmente ricas. Nascido em 1º de dezembro de 1975, em Chicago, Illinois, seu nome verdadeiro é Matt Fritchman. Ele ganhou destaque na indústria dos quadrinhos por sua habilidade em misturar profundidade psicológica, humor e ação, criando histórias que agradam tanto os fãs casuais quanto leitores mais exigentes.
Ele começou sua carreira na Image Comics com títulos como Casanova e Sex Criminals (este último com Chip Zdarsky), que misturava ficção científica, humor e temas adultos. Na Marvel Comics é mais conhecido por seu trabalho na série Hawkeye (2012-2015, com arte de David Aja), que redefiniu Clint Barton como um herói humano e falível, ganhando aclamação crítica e um Prêmio Eisner. Outros trabalhos notáveis na Marvel incluem The Immortal Iron Fist (com Ed Brubaker), The Mighty Thor e Uncanny X-Men. Na DC Comics, ele escreveu Superman’s Pal Jimmy Olsen (2019-2020), uma série excêntrica e premiada que explorou o lado absurdo do universo do Superman. Agora em 2025, Fraction assumiu a série principal do Batman, marcando seu retorno à DC com uma abordagem otimista e moderna do Cavaleiro das Trevas.
A Nova Fase do Batman
A edição abre com um Bruce Wayne mais introspectivo e humano, refletindo sobre sua jornada enquanto patrulha as ruas em um novo Batmóvel que lembra mais um carro saído de uma série de ficção científica do que o carro sombrio de outrora. O novo traje de Batman, em azul (“azul claro”) e cinza, é elegante e funcional, com equipamentos que vão desde campos de força sutis até drones de reconhecimento, reforçando um herói que evoluiu para um “detetive das trevas” mais preparado para ameaças modernas.
O principal antagonista desta primeira edição é o Crocodilo, cujo nome verdadeiro é Waylon Jones. Ele aparece como um paciente em tratamento nas Torres Arkham — instituição que substituiu o antigo Asilo Arkham —, mas foge do local, despertando a preocupação de sua médica, que chega a recorrer ao Batman para ajudá-la a trazê-lo de volta.
Um dos elementos marcantes desta nova fase é a relação entre o Cavaleiro das Trevas e a polícia de Gotham: ao contrário de fases anteriores, agora o herói é visto com desconfiança e reservas pela corporação. O novo comissário de polícia é ninguém menos que Vandal Savage, o imortal que sobrevive desde a pré-história, acumulando poder e conhecimento ao longo dos séculos e consolidando-se como um dos maiores estrategistas e vilões do universo DC.
Enquanto isso, o veterano Comissário Gordon perde seu antigo posto de liderança e aparece rebaixado à função de patrulheiro, sendo visto logo no início da história fazendo ronda pelas ruas de Gotham ao lado de uma jovem policial.
A narrativa não se concentra em combates ou ação desenfreada; seu objetivo é apresentar uma nova visão de Gotham, explorar a relação entre a polícia e o Batman e evidenciar a solidão que Bruce sente desde a perda de seu antigo mordomo, Alfred. A ausência do fiel aliado é retratada de forma simbólica: Alfred surge como a voz da consciência de Bruce, dialogando com ele e oferecendo conselhos, quase como se fosse uma manifestação de sua própria autofala.
A Arte de Jiménez no Auge da Forma
Aqui reside o verdadeiro espetáculo. Jorge Jiménez, que já trabalhou em séries anteriores de Batman (com Tynion e Zdarsky), eleva seu jogo para algo transcendental. Seus painéis são dinâmicos e caóticos, capturando o “belo caos” de Gotham com um toque pop sutil, mas bem colorido e dinâmico. O novo visual da cidade é um destaque: arranha-céus reluzentes, com vários letreiros luminosos e enormes telões de propaganda contrastando com becos sombrios, dando a Gotham uma identidade fresca sem perder o ar opressivo. As cores de Morey adicionam camadas – azuis frios para as cenas noturnas, tons vibrantes para momentos de “esperança” urbana. É arte que não só serve à história, mas a amplifica, tornando cada página uma experiência visual imersiva. Se você é fã de layouts inovadores, essa edição é obrigatória.
O Que os Fãs Estão Dizendo?
O burburinho é real: a edição #1 esgotou rapidamente e já ganhou uma segunda impressão, com uma capa variante assinada por Dan Mora. Nas redes sociais, especialmente no X (antigo Twitter), fãs elogiaram o tom de “esperança e introspecção” trazido por Fraction, com muitos descrevendo o Batman #1 como “fenomenal” e “sensacional”.
A crítica especializada também reagiu de forma positiva. O Comic Book Club destacou o “tom fresco e empolgante” da obra, enquanto o Batman News apontou a presença de um Batman “mais high-tech”, embora tenha feito ressalvas a algumas regressões no status quo que podem desagradar leitores mais exigentes.
No geral, trata-se de um início de fase bem-sucedido, reforçado pelo impacto do retorno de Matt Fraction à DC após cinco anos de afastamento — um fator que só aumentou a expectativa em torno da série.
Essa nova fase de Batman com Matt Fraction é um sopro de ar fresco em uma série que às vezes se afoga em trevas eternas. É otimista sem ser ingênua, moderna sem alienar fãs antigos, e visualmente deslumbrante graças a Jiménez. Então pegue sua capa e junte-se à patrulha – Gotham nunca pareceu tão viva.
Se você quiser ler esta história antes de embarcar nessa nova fase clique AQUI e leia a edição #1 no site Batcave e depois se gostar compre a revista quando sair no Brasil.
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Massa, tenho um amigo DCnauta que é bat-fã, vou linkar esse blogpost para ele! Inclusive, eu curti demais esse uniforme cinza e azul! Consegue acenar para um design clássico sem ser cafona, coisa que a DC não consegue acertar na maioria das vezes, hehehe! XD
Quando começou a se falar das mudanças no uniforme do Batman eu torci o nariz, pq sempre acho que vão errar a mão, mas curti bastante esse novo modelo, até pq combinou com a nova aparência que querem dar a cidade de Gotham, menos sombria, e mais colorida e caótica.
Uma coisa que me ocorreu depois, sobre esse uniforme, é que combinaria bem com uma versão do Batman/Dick Grayson. O símbolo azul me fez lembrar o design em V no peito do uniforme do Asa Noturna.
Sim, acho que querem fazer alguma ligação. Deitar em uma mesma paleta de cores, pelo menos.