
A morte é apenas o começo. Com essa premissa o RPG de horror (de horror mesmo!) Kult, que finalmente chega ao Brasil em uma edição nacional, promete lançar os jogadores em um cenário onde escapar de pesadelos, fazer barganhas com demônios e se manter vivo em um mundo cheio de segredos sombrios e terror além da imaginação será um grande desafio.
A versão que chega ao mercado nacional pela Buró Jogos é a 4ª edição do jogo, chamado de Kult: Divindade Perdida. Ela é um reboot do jogo original lançado em 1991 (para saber mais sobre essa versão clique AQUI). Esta versão especial do jogo apresenta um conjunto de regras completamente novo, baseada no sistema Powered by Apocalipse utilizado em Apocalipse World, que foi lançado recentemente no mercado nacional por outra editora, a Secular Games. Praticamente todas as ações dos personagens são resolvidas jogando 2d10e somando o valor do atributo (tipicamente entre -2 e +3) contra uma dificuldade fixa.

Em Kult o narrador NUNCA rola os dados (TODOS os sistemas de RPG deveriam ser assim, mas talvez não estejamos preparadores para este tipo de conversa ainda), e toda a definição das situações são dadas pelos resultados dos testes dos jogadores que resultam numa falha, permitindo ao narrador poder usar movimentos, que nada mais são do que decisões que podem prejudicar os jogadores imediatamente ou reservas que podem criar empecilhos que serão usados contra o personagem e em favor da história em um momento futuro.
Mas sobre o quê é o jogo? O mundo no qual vivemos é uma mentira, Na verdade ele é uma prisão. A realidade que nos cerca foi construída por um ser chamado Demiurgo. Ele não deseja que a humanidade ascenda e recupere os poderes divinos que uma vez já tivemos (sim na ambientação do jogo todo ser humano um dia já foi uma divindade) e construiu essa prisão para que nos esqueçamos de quem já fomos um dia. Todos estamos dormentes com a verdade por trás da realidade, e quem descobre a verdade corre perigo, afinal o Demiurgo não é o único que nos quer manter preso. Sua contra-parte, Astaroth, também nos quer cativo, e para ajudar a ambos eles mantêm criaturas que seriam nossos carcereiros. Do lado do Demiurgo temos os Arcontes, e do lado de Astaroth temos os Anjos da Morte. Ambos os lados possuem uma escala de hierarquia onde dependendo de sua posição a criatura tem certas obrigações na missão de nos manter cativos. As cidades que vivemos e construímos nada mais são do que reflexo em nossas memórias da cidade original de onde todos viemos, Metrópolis que é interligada com o Inferno e todas as suas camadas. É para lá que vão as almas dos que morreram e descobriram a verdade sobre nossa realidade. Eles são torturados para que se esqueçam de tudo antes de serem enviados de volta a Terra, reencarnando em outro corpo e começando o ciclo da prisão todo outra vez. No cenário, lugares assombrados, livros ocultos e artefatos místicos, podem criar uma brecha na realidade que atraem nossos carcereiros para impedir que saibamos a verdade. Lidar com essas coisas pode nos levar a morte ou a loucura. Quanto mais se sabe sobre a verdade mais a balança mental do personagem pode desequilibrar. O personagem pode se tornar insano, ou ter momentos de insanidade, cometendo crimes e se arrependendo depois. Ele pode atrair a atenção das criaturas que nos rodeiam, desejando e tramando para que ele morra para puni-lo em outras esferas de realidade.

Os arquétipos apresentados no jogo são amplos e variados, podendo escolher desde o clássico policial que investiga um crime com características sobrenaturais, passando pelos personagens que tem um pequeno conhecimento de como as coisas são de verdade, até o ocultista que sabe tudo.

Cada arquétipo tem vantagens únicas que durante a geração de personagens apenas podem ser escolhidas para personagens daquele arquétipo. O detetive pode ter habilidades superiores na investigação de cenas de crimes, o buscador pode usar a The Dark Web para encontrar conhecimento proibido ou o vingador pode canalizar sua raiva para resistir e infligir danos mortais.
O livro é ricamente ilustrado tendo vencido em 2019 o prêmio ENnies nas categorias melhor texto e melhor capa., e será impresso no Brasil com uma qualidade ainda não vista, com impressão em 5 cores (as 4 normais + o dourado), reservas de verniz, papel couchê antirreflexo de alta gramatura com revestimento matte e a fita de cetim para marcação de páginas.
Se depois disso tudo que lhe contei você ainda está em dúvida se apoia ou não o projeto, visite a página do financiamento coletivo e dá uma olhada nas recompensas disponíveis e procure mais informações sobre a campanha. Lembrando que o livro foi todo financiado em apenas 90 minutos e já bateu várias metas extras! Lembrando também que aqueles que participaram da campanha de Cultos Inomináveis feita também pela Buró tá ganhando alguns brindes como uma maneira da editora agradecer pela fidelidade.
Então corre pra saber toda a verdade antes que o Demiurgo queira te prender na mentira das ilusões para sempre. Visite a página do projeto clicando AQUI.









Uma pena que não bateu a meta de 250k, daí viria o livro Black Madonna impresso!
Sim, mas foi uma baita campanha de financiamento.