Me Tornei Um Selvagem Em Uma Ilha.

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Durante o 17º Encontro do RPG na Ilha, que ocorre bimestralmente na cidade de Vitória, capital do Espírito Santo, que é uma ilha, resolvi não mestrar como faço habitualmente e me enveredei em uma aventura narrada pelo Mestre Adherbal Júnior no qual os jogadores seriam náufragos em uma ilha misteriosa. O sistema escolhido por ele foi o Savage Worlds, o que me deixou com mais vontade ainda de jogar, porque apesar de ter participado do financiamento coletivo, e de ter lido o livro básico, os atrasos na entrega dos extras do financiamento, principalmente do Horror, que é o meu grande foco, me fez não ter preparado nenhuma aventura nem jogado ainda.

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Da esquerda para a direita: Alecsandro, Iara e Fellipe.

Nos reunimos então em uma sala reservada para os jogos de RPG no Centro de Referência da Juventude, que é mantido pela Prefeitura de Vitória e é um espaço ótimo para que possamos praticar nosso hobbie, e começamos a montar os personagens. O grupo foi formado por mim, Alecsandro, Júlio César, Fellipe Rocha e Iara Leone. Como o Mestre pediu que fizesses pessoas comuns que estivessem em um cruzeiro pelo Caribe eu fiz um aluno chinês que esta fazendo intercâmbio em uma universidade americana. Típico nerd mostrado nos filmes “made in USA” do tipo de que não pega ninguém, tá doido pra sair da seca e foi para o cruzeiro para ver se encontrava alguma garota disposta a fazer uma “caridade”. Dei o nome de Chong Mei, estudante de biologia, muito curioso e que sofria preconceito por não conhecer os hábitos americanos. Alecsandro fez um ex-coronel do exército americano, Fellipe um animador de festa do navio, Iara uma camareira mexicana com problemas de ser cleptomaníaca e Julio Cesar fez um mecânico que trabalhava na casa de máquinas.

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Júlio César, de branco, jogador frequente das minhas aventuras, ao meu lado enfrentando os perigos da ilha misteriosa.

O fato de fazermos personagens tão comuns em um cenário que aparentava ser tão comum pode dar a impressão para Mestres e jogadores menos avisados que a aventura não teria nada de interessante, mas aí é que se enganam. Como diz minha filha: “Sabe de nada, inocente”. São justamente este tipo de aventura, de onde não se espera nada, que pode surgir de tudo! E foi o que aconteceu. De um início onde apenas nos socializávamos em uma festa no navio, quando estávamos passando pelo Caribe, acabamos enfrentando um problema onde uma misteriosa nuvem cheia de raios nos atraia para um local misterioso. O comandante do navio decidiu esvaziar o navio e quando fomos todos para o mesmo bote algo aconteceu. Nos perdemos dos demais. Eles simplesmente sumiram e nossa viagem solitária no bote nos levou até uma ilha misteriosa que surgiu no meio do Oceano. Lá encontramos um lago com uma luz misteriosa no fundo, um antigo farol onde um homem louco nos falou coisas estranhas, do tipo: “Tragam o sangue dos inocentes”, e por fim encontramos uma família mais do que insana vivendo em uma cabana com seus filhos estranhos que nos impediu de sair do local. No celeiro da casa haviam duas “coisas” que pareciam o cruzamento de um homem com um porco e nos olhavam como se pedissem que acabássemos com o sofrimento deles. Foram horas de mistério, horror e muita diversão entre amigos. Por fim o velho louco do farol conseguiu fazer um ritual com o sangue dessas criaturas meio homem, meio porco, que abriu um portal daquela ilha maldita para que pudéssemos voltar para o navio como se nada houvesse acontecido. Ufa!

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O Mestre Adherbal, que me fez voltar a ser jogador.

Já fazia muito tempo, anos para ser mais sincero, que não JOGAVA RPG, só me dedicando a mestrar. Estar do outro lado é uma experiência que Mestres como eu tem que passar de vez em quando para entender como os jogadores pensam para poderem criar suas aventuras. Foi realmente muito legal jogar com a turma e quero agradecer principalmente ao Mestre Adherbal por saber conduzir a aventura no meio do caos que é narrar em um evento de RPG, onde existem várias coisas que as vezes atrapalham a narrativa. E agradecer também por me mostrar alguns pontos das regras de Savage Worlds, fato que irá facilitar para a imersão que irei fazer no sistema agora para criar alguns cenários e aventuras e publicá-las aqui no blog.

Agora entramos na contagem regressiva para o 2º Encontro da Dungeon Capixaba, encontro também de jogadores de RPG. board e card games que acontece na Serra em meses alternados com o RPG na Ilha. Quem disse que toda ilha tem que ser assustadora como o da aventura? No caso da ilha de Vitória e suas cidades vizinhas isso é sinal de muita diversão.

Deixo vocês agora com algumas fotos do evento ocorrido neste último sábado, 13/09:

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Exposição de miniaturas.

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Yev Blanco levou o excelente Thunderstone.

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Lewis and Clark, o jogo de tabuleiro.

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Michael, com crise de identidade, com sua banca de revistas, livros e camisetas.

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Exposição de jogos raros.

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Galera do jogo “Spartacus”.

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Battle Scenes marcando presença.

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Adão Negro x Homem de Ferro? Sim. Heroclix!

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Flávio Lamas e o tabuleiro gigante de Arkham Horror.

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Edição de 10º Aniversário de Tickt to Ride.

6 pensamentos sobre “Me Tornei Um Selvagem Em Uma Ilha.

  1. Foi impagável, ver o Velhinho atuando como player.
    ótima atuação, parabéns velhinho.
    Gostei muito do sistema, prevalece a interpretação e menos a ficha. E isso é ótimo.
    Aventura excelente, parabéns ao colega Adherbal.
    Que venha o próximo evento!

  2. Sim! Savage Worlds é muito bom! Não espere o resto do financiamento para começar a se divertir hehe. E eu sinceramente não gostei muito do Horror Companion, não vi ele acrescentar nada relevante e achei bem fraquinho em relação a outros.

    • É, Diogo. Já andei dando uma olhada no Horror Companion em inglês e realmente parece não acrescentar nada demais. Fiquei mais empolgado com o Supers, o qual inclusive estou montando uma aventura para narrar no encontro de RPG da Serra, a Dungeon Capixaba, que vai acontecer nos dias 11 e 12 de Outubro em um grande shopping aqui da cidade. Depois eu posto a aventura aqui completa. Um abraço.

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