
Mais uma vez a galera que curte RPG, Card Games e Board Games se encontraram ontem durante o 12º Encontro do RPG na Ilha, evento bi-mestral que é organizado na cidade de Vitória, no Espírito Santo, organizado por Tiago Honorato, Rafael Ronsard, Vicente Arrigoni, entre outros.
O encontro aconteceu no Centro de Referência da Juventude de Vitória, através de uma parceria bacana feita entre os órgãos de incentivo a cultura da prefeitura, com apoio de nosso amigo Natanael de Souza que faz a ponte para que se possa utilizar o espaço.
Era possível encontrar vários tipos de jogos de board games e card games diferentes, desde as mais recentes novidades até os “caseiros”, com a galera fazendo play-tests de jogos que poderão estar nas prateleiras das lojas
dentro de mais algum tempo. Uma das coisas que me chamou atenção entra a galera dos board games é que “King of Tokyo“, jogo do gênio Richard Garfield, virou febre entre os capixabas! Em mais de uma mesa podia-se ver a galera tentando destruir a cidade de Tóquio com seus monstros. Eu que não sou besta nem nada aproveitei e comprei uma caixa para mim e assim que acabar de postar este artigo vou reunir a galera daqui de casa e devastar a capital do Japão também! Em breve irei fazer um review do jogo para os que ainda não conhecem esse jogo danado de bom.
Tive a oportunidade de conhecer o “Senhor dos Anéis” card game através do meu amigo Arthur de Andrade. Ele acabou me criando um problema, porque estava pensando em
economizar para comprar outros jogos que estão sendo anunciados para dezembro, mas já vi que vou ter que comprar o jogo na pré-venda da Galápagos! Valeu, viu Arthur? Vou ficar pobre assim!
O jogo possui uma dinâmica interessante, porque além de ser cooperativo, ou seja, 2 ou 4 jogadores não batalham entre si, mas contra o baralho de Sauron que vem com desafios já montados para os jogadores. Na partida que jogamos eu e mais 3 jogadores, Natanael, Yul Brinner e Leonardo Borges, tínhamos que atravessar uma floresta infestada de aranhas e outras criaturas e sair do outro lado para enviar uma mensagem. Quanto mais demorarmos para passar pelo desafio mais a influência de Sauron se manifesta dificultando o desafio e nos levando mais perto da derrota. Tudo o que você imagina que poderia estar em um dos livros de Tolkien está presente no jogo. Além de belas ilustrações em todas as cartas é claro. O Arthur prometeu que em breve fará um review do jogo e postarará no blog para que os jogadores que ainda não o conhecem possam entender a dinâmica. Quem quiser
adquirir o jogo na pré-venda pela Galápagos, que está fazendo uma promoção até o dia 30/11, clique AQUI.
Outra coisa que chamou muito a atenção do jogo é seu visual. Tanto as cartas, quando o marcador de ameaça e os tokens que marcam os ferimentos e progresso dos jogadores são muito bem feitos e com imagens muito bem escolhidas. As cartas são um show a parte, com belos textos dos livros de Tolkien também. Para quem conhece as obras apenas pelo filme do cinema irá ter uma surpresa quando vir os desenhos dos personagens principais do filme na visão do autor e não do diretor Peter Jackson. As imagens são fiéis a obra escrita, e portanto alguns poderão não identificar de cara o personagem da carta por lembrar apenas dos atores do filme. Légolas por exemplo não é louro como na versão do cinema e nas cartas é retratado como descrito no livro. Ponto para os criadores do jogo, que não entraram na onda do filme para atrair mais jogadores, mantendo-se mais fiéis a obra original.
Depois de uma bela partida de “Senhor dos Anéis” Card Game fui me preparar para o próximo desafio. Tirei a camisa, afiei minha espada, esfreguei um pouco de terra em minhas mãos e adentrei a arena para uma partida de “Spartacus” Board Game!
O jogo, do meu amigo Gustavo Costa, mostra toda a dinâmica e traições do seriado que deu origem ao jogo. Estão lá os personagens presentes na série além de uma boa dinâmica de luta na arena. Gladiadores melhores realmente fazem picadinho dos gladiadores mais fracos. Apostar contra seu próprio gladiador as vezes faz parte para conseguir ouro suficiente para adquirir um melhor na próxima vez que o mercado de escravos abrir.
O jogo pode ser jogado desde uma partida demorada, onde os jogadores precisam ganhar 12 pontos de influência para vencer, ou uma partida média, precisando de 7 pontos, ou de uma curta, precisando de 5 pontos. Controlar recursos e saber quando e contra quem faz uma traição ou cria um esquema é muito importante no jogo, que possui uma estratégia bem legal. Durante as lutas o gladiador pode sair derrotado, ferido ou acabar decapitado! Tudo depende do gladiador contra quem ele enfrenta e do anfitrião da arena, que pode decidir com o dedo para cima ou para baixo se ele vive ou morre, caso seja derrotado!
Acabando a sessão testosterona me preparei para narrar minha primeira aventura da tarde: Wicked Heroes – Children of the Mirror, cenário de campanha criado por John Wick, o mesmo autor de “The Shotgun Diaries” e “Blood & Honor”, jogos publicados em português pela editora Redbox e o qual eu já fiz um review (clique AQUI para ler outra vez).
Na aventura os jogadores usaram os seguintes personagens: Peter Pak, um jornalista tímido e introvertido que possuía o poder de controlar a mente dos outros e dar ordens a elas mesmo que fosse uma ordem que colocasse sua vida em risco; Bruce Warner, um médico que possuía o poder de ficar invisível assim como qualquer objeto que carregasse; Tânia Storm, cantora de bar com poder de criar escuridão em uma área do tamanho de uma sala sem que ninguém consiga enxergar nada, mesmo que use lanterna ou qualquer outro objeto para criar luz; e Clark Cold, jogador de futebol universitário com o poder de saber o ponto fraco, ruptura, de qualquer coisa ou em uma pessoa. Eles investigavam um assassino que roubava os poderes das “Crianças do Espelho” e com isso acumulava cada vez mais poderes. A aventura se desenrolou até que eles foram enfrentar esse assassino em seu esconderijo em um barco. Os jogadores conseguiram destruí-lo, mas no processo Clark morreu e Tânia absorveu os poderes do assassino e de Clark. Com isso ela adquiriu a maldição dele também e se tornou uma “super-vilã”. Agora cabe a Brune e Peter tentar deter sua antiga aliada. Tema para uma próxima sessão! Como o jogador que estava com o Clark teve seu personagem morto dei de brinde para ele uma cópia do “Wicked Heroes: Childrem of the Mirror” impressa. Faça bom uso!
Depois foi a vez de voltar a narrar “Vampiro: A Máscara” depois de mais de uma década! Isso mesmo, você não leu errado. Há mais de uma década que não mestrava “Vampiro”. E foi um barato narrar para a galera que jogou, além de ter uma platéia assistindo e se divertindo junto com a aventura na qual os jogadores interpretavam carniçais do Sabbat que deveriam ir até a cidade de Birmingham, no Alabama, recuperar um CD feito por um espião da seita na cidade controlada pela Camarilla, que continha informações sobre membros da cidade que pudessem ajudar o Sabbat em um provável ataque a cidade. Quem quiser saber um pouco mais sobre jogar com carniçais em “Vampiro” clique AQUI.
Os jogadores criaram dois Bratovitches, um Grimaldi e uma Zantosas, para tentar pegar o CD. Logicamente a aventura acabou sendo mais complicada do que os personagens esperavam e além de enfrentar um grupo de anarquistas, o braço direito do príncipe da cidade, que tramou para parecer que o príncipe estava traindo a todos e conseguir que fosse declarada uma caçada de sangue contra ele, tiveram que derrotar um Tremere de 7ª geração para conseguir escapar da cidade. Sem o CD é claro, o que fez com que o Bispo da cidade deles decidisse eliminar um dos Bratovitches para lembrar aos caniçais que missão dada é missão cumprida! Destaque na mesa para Tainã Zuccolotto que com sua Dandara Zantosas deu um show.
Mais uma vez o RPG na Ilha cumpriu sua proposta de reunir a galera do ES para uma tarde de muita jogatina e de reencontro da galera. Agora é esperar por mais 60 dias para fazer tudo de novo! Valeu galera!!
CONFIRA MAIS FOTOS DO ENCONTRO, CORTESIA DE VITOR LIMA.

Jogatina de King of Tokyo. Foto de Vitor Lima.

Galera no Card Game. Foto de Vitor Lima.

Galera do Marvel Card Game. Foto de Vitor Lima.

Galera que jogou e os espectadores de “Spartacus”. Foto de Vitor Lima.

Mutant Chronicles do Hugo Machado. Foto de Vitor Lima.

Marvel Super-Heroes board game. Foto de Gustavo Costa.

Os culpados por tudo: Tiago, Rafael e Vicente. Foto de Vitor Lima.


















Evento muito legal. E ainda bem que ninguém tirou a camisa durante o Spartacus! rsrs
É rapaz, ainda bem que ninguém se empolgou a esse ponto!
Ótima resenha, Velinho, deu para ficar à par de tudo que rolou. essa campanha de vampiro deve ter ficado muito boa.
Espero que vc tenha gostado da volta às origens e decida resgatar mais alguns sistemas fantásticos como esse, nos próximos eventos.
Tenho um monte de sistemas novos e antigos aqui em casa pedindo para sair da prateleira.
Só pra variar perdi mais um mas monitoro tudo e já no aguardo do próximo!
Faltou você por lá, amigão. Tem que ir no próximo!
Me diverti com essa mesa. Soltei a louca tarada que havia em mim como se não ouvesse amanhã. (E quase não teve mesmo) Esse Tremere de 7ª geração deu um senhor trabalho, mas nada que um braço a menos e um molotov não resolva, haha
Mal posso esperar pro próximo evento, e pra próxima mesa que terá com você narrando André. Tu é o cara!
Adorei sua interpretação! Ficou boa demais. Você já está intimada a jogar na minha mesa outra vez no próximo evento. Bjos.
RPG na Ilha é diversão garantida. Participei da mesa de Vampire e posso dizer que a empolgação dos jogadores, somada a participação dos que estavam assistindo e a aula de rpg cooperativo de André, fizeram desta aventura uma das melhores que joguei neste ano. André resgatando o melhor de Vampire e mostrando como este sistema pode render muito.
É que fiquei empolgado em voltar a mestrar “Vampiro” depois de tanto tempo.
ahuahuahua… parabéns pro grupo espero poder comparecer junto com o grupo de São Mateus no próximo !!!
Com certeza, xará! Fique ligado aqui mesmo no meu blog para saber quando faremos o próximo. Espero ver vc e toda a galera de São Mateus que curte RPG. board e card games por aqui. Um abraço.
“Vampiro”, ler isso foi uma viagem no tempo…
Lembra Fred? Eu acho que vc foi um dos primeiros a ter um grupo de jogo que tinha uma campanha na qual o cenário era no RJ. Lembro vagamente de vc me contando. Tinha até um Ventrue, se não me engano, que era dono de várias boates e casas de show na cidade.