Roleplaying Games, ou RPGs, são jogos em que os jogadores interpretam personagens fictícios em um mundo imaginário ou criado pelo jogo. Os jogadores tomam decisões sobre as ações de seus personagens com base em uma estrutura de regras estabelecidas pelo jogo. O objetivo é contar uma história colaborativa em que cada jogador contribui para o desenvolvimento da trama.
Em um RPG típico, um jogador é designado como o “mestre do jogo” ou “game master”, que é responsável por criar o mundo em que o jogo se passa, controlar os personagens não jogáveis (NPCs) e descrever as consequências das ações dos jogadores. Os outros jogadores interpretam seus personagens, tomando decisões e descrevendo suas ações em resposta às situações criadas pelo mestre do jogo.
Os RPGs podem ser jogados em uma ampla variedade de formatos, incluindo jogos de mesa, jogos de computador, jogos de console e jogos de realidade virtual. Os RPGs são conhecidos por sua paixão na criatividade, na imaginação e na colaboração, e são uma forma popular de entretenimento em todo o mundo.
ATENÇÃO: Ao contrário do que é difundido de maneira errônea popularmente e pela mídia desinformada em geral o jogo de RPG NÃO ACONTECE NA VIDA REAL! Os jogadores apenas imaginam a história contada e os resultados das ações não são aplicados pelos jogadores de verdade, ou seja, se durante o curso da história contada pelo mestre, uma história de capa&espada por exemplo, um dos personagens controlado por um dos jogadores morrer os outros jogadores não terão que matá-lo na vida real. Apenas aquele jogador não continua o jogo ou então cria um novo personagem para continuar a história do ponto onde o personagem anterior dele morreu.
Um jogo de RPG não tem ganhadores ou perdedores. Isso o torna mais colaborativo e social do que a grande maioria dos jogos de tabuleiro, cartas e esportes em geral onde os envolvidos competem entre si. No RPG os jogadores atuam juntos para participar de uma história, que pode ser de ação, aventura, horror, super-heróis, contada pelo mestre no qual seus personagens são os heróis daquela história, Cada aventura tem um objetivo a ser realizado que é estipulado pelo mestre, que pode ser resgatar uma princesa em apuros, derrotar o vampiro que aterroriza a vila de camponeses, impedir o cruzador espacial de detonar a estação espacial da federação galática, etc.
Em registros oficiais, o Role Playing Game ou RPG surgiu no ano de 1974. O primeiro lançamento foi o jogo Dungeons&Dragons (Masmorras e Dragões, em português), criado por Gary Gygax e Dave Arneson. Seus autores foram amplamente influenciados pela obra “O Senhor dos Anéis” de J.R.R. Tolkien e criaram um cenário para o jogo baseado no livro, onde os jogadores deveriam construir personagens Elfos, Anões, Halflings e Humanos para enfrentar Orcs, Trolls, Goblins e, claro, Dragões!
O jogo se tornou uma febre e logo surgiu um desenho animado baseado nele que fez muito sucesso chamado no Brasil de Caverna do Dragão. O sucesso do RPG só aumentava e com isso começaram a surgir várias outras empresas que lançaram o seus próprios jogos com regras diferentes do D&D, como Tunnels&Trolls, GURPS, MERP, Call of Cthulhu entre outras. Começaram a surgir também outros cenários para os jogos além de Fantasia Medieval, como Supers, Cyberpunk, Ficção Científica, Horror, etc.
No Brasil o RPG se tornou conhecido a partir da década de 80 através de pessoas que viajam principalmente para os EUA e traziam os jogos para cá. Os que não podiam ou não conseguiam comprar copiavam o material, fazendo essa primeira geração de jogadores a ser conhecida como “Geração Xerox“. Logo depois o RPG começou a ganhar força nos anos 90 com a publicação dos livros-jogos das Aventuras Fantásticas pela Marquês Saraiva. Em seguida a Devir Livraria, com GURPS, e a Grow, com D&D, lançam os primeiros RPGs traduzidos para o português.
De lá prá cá muita coisa mudou. O mercado já teve altas e baixas provocadas pelas crises econômicas do país mas o interesse dos jogadores e mestres continua o mesmo. Hoje além de vários títulos estrangeiros traduzidos para o português temos também vários sistemas nacionais lançados com sucesso, como Abismo Infinito e Terra Devastada de John Bogéa lançado pela Retropunk Editora, Old Dragon, pela Redbox Editora, Violentina, pela Secular Games, apenas para citar alguns.
O RPG também é amplamente utilizado na educação, sendo uma excelente ferramenta para ser usada em aulas de geografia, história, português principalmente, mas facilmente adaptado também para outras matérias como ciências e matemática. Quem quiser saber um pouco mais sobre RPG e educação visite nossa página de downloads e baixe material sobre o assunto.
A galera do blog Saia da Masmorra fez um excelente artigo sobre os benefícios do RPG. Clique AQUI e leia.