Alien: Earth, a aguardada série da franquia Alien, estreou no Disney+ em 12 de agosto de 2025, trazendo uma nova perspectiva ao universo criado por Ridley Scott. Sob o comando de Noah Hawley, conhecido por Fargo e Legion, os dois primeiros episódios ja disponíveis da série apresentam uma expansão ousada e ambiciosa da mitologia Alien, combinando terror, ficção científica e uma reflexão filosófica sobre o que significa ser humano. Com uma produção visualmente impressionante e um elenco carismático, a série promete ser um marco na franquia. Vamos saber mais sobre esta série.
Sinopse e Contexto
Ambientada em 2120, dois anos antes dos eventos de Alien: O Oitavo Passageiro (1979), filme que deu origem a franquia, Alien: Earth se passar majoritariamente na Terra, diferente dos outros filmes da franquia que sempre se passam no espaço profundo. Logo no início é destacado que as mega-corporações que controlam a Terra estão na busca para a imortalidade, mostrando que a série não ficará centrada apenas na sobrevivência dos personagens as espécies aliens, mas discutirá questões como o prolongamento da vida por parte dessas empresas e tudo que farão para atingir seus objetivos.
A Terra nesta época é um planeta distópico dominado por megacorporações como a Weyland-Yutani e sua rival Prodigy. A trama começa com a queda da nave USCSS Maginot, que pertence a Weyland-Yutani e transporta espécimes alienígenas, incluindo o icônico xenomorfo, além de outras criaturas bizarras. O acidente ocorre em território controlado pela Prodigy, uma empresa que desenvolve “híbridos” — crianças com doenças terminais cujas consciências são transferidas para corpos sintéticos superpoderosos. A protagonista, Wendy (Sydney Chandler), é a primeira dessas híbridas, uma jovem com mentalidade infantil em um corpo adulto, que luta para manter sua humanidade enquanto enfrenta as consequências do desastre da Maginot e busca reconectar-se com seu irmão humano, Joe (Alex Lawther).

A série manteve o visual retrofuturista da franquia, com corredores industriais claustrofóbicos e uma atmosfera opressiva que remete à Nostromo, inclusive com linhas de diálogo verdes exibidas em telas de computadores, típicas da franquia Alien, chamadas de “interface de texto verde”, remetendo aos computadores dos anos 70 e 80. O design de produção é de alto nível, com cenários que parecem saídos diretamente de um filme para a tela grande. A trilha sonora, que inclui clássicos como “Mob Rules” do Black Sabbath, adiciona uma camada de energia visceral, enquanto a cinematografia captura a tensão e o horror com maestria. Os dois primeiros episódios poderiam muito bem ser exibidos em uma sala de cinema sem perder impacto.
Nestes dois primeiros episódios destaque para Sydney Chandler brilha como Wendy, Timothy Olyphant, como o sintético Kirsh, e Samuel Blenkin, como o excêntrico trilionário Boy Kavalier, fundador da Prodigy.
Recepção Inicial
A série debutou com 90% de aprovação no Rotten Tomatoes, sendo considerada a segunda melhor série de 2025 pelo Metacritic, atrás apenas de Adolescência. Críticos elogiaram a ousadia de Hawley em expandir a franquia, com James Dyer, da Empire, chamando-a de “a ressurreição de Alien que esperávamos há muito tempo”. A combinação de suspense, horror e filosofia foi destacada como um ponto forte, embora alguns apontem que a série é mais um projeto autoral de Hawley do que uma continuação direta da franquia Alien.
O RPG da Franquia
O RPG de mesa da franquia Alien, intitulado Alien: The Roleplaying Game, já resenhado por este blog, é um jogo desenvolvido pela Free League Publishing lançado originalmente em 2019, com uma versão em português publicada no Brasil pela New Order Editora. Recentemente, foi anunciada a Alien RPG: Evolved Edition, uma segunda edição atualizada que teve uma campanha de financiamento coletivo no Kickstarter bem sucedida.
O jogo se passa em 2183, entre os eventos de Alien (1979) e Aliens (1986), mas a Evolved Edition incorpora elementos de Alien: Romulus, como naves icônicas, novas armas e locais marcantes do filme. A ambientação destaca um universo cruel, onde os jogadores interpretam personagens dispensáveis — como caminhoneiros espaciais, fuzileiros coloniais ou cientistas — enfrentando xenomorfos, sintéticos traiçoeiros e corporações gananciosas. A atmosfera é reforçada por descrições vívidas de naves claustrofóbicas, colônias inóspitas e perigos alienígenas, como os clássicos xenomorfos e novas criaturas introduzidas nas expansões.
Adaptar a série para o RPG exigiria pouco trabalho, ficando mais a cargo de quem seriam os PCs. Eles podem fazer parte do grupo de salvamento, sendo soldados e paramédicos, ou agentes da Weyland-Yutani, que viajam até o local da queda da nave para recuperar a carga para sua empresa.
Caso queira conhecer mais sobre o universo da franquia e do RPG clique AQUI e acompanhe uma série de artigos que explicam tudo o que você precisa saber sobre Alien.
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