Dungeons&Dragons: Honra Entre Rebeldes – Resenha.

Finalmente estreou nos cimenas brasileiros o aguardado filme de Dungeons&Dragons, que tem o subtítulo Honra entre Rebeldes. Muito esperado pelos fãs do jogo de RPG, que se sentiram frustrados com os filmes anteriores, o novo filme é um blockbuster que tem grande potencial de se tornar uma franquia de muito sucesso, principalmente depois dos resultados positivos que vem apresentando nas bilheterias do mundo todo. Vamos saber então um pouco sobre o filme, procurando não dar muitos spoilers, e dar dicas e ideias para sessões de D&D usando o cenário apresentado.

O FILME

Dungeons & Dragons: Honra entre Rebeldes é um filme de fantasia que promete conquistar o coração dos fãs de RPG. Ele deixa claro que não tenta ser um épico de fantasia complexo. Apesar do cenário mágico medieval é apenas um filme de ação relativamente simples – reunir um grupo habilidoso de ladrões, invadir cofres e derrotar bandidos.

O filme começa na prisão conhecida como Revel’s End. Localizada no extremo norte da costa do gelado Vale do Vento Gélido e mantida conjuntamente pelas cidades-estado que compõem a Aliança do Senhor, Revel’s End contém os piores criminosos de Faerûn. Curiosamente, Revel’s End foi criado especificamente para o filme, mas atrasos nas filmagens levaram a prisão a ser oficialmente introduzida no cânone de Dungeons & Dragons na aventura de 2020 Icewind Dale: Rime of the Frostmaiden. A prisão também figura com destaque no módulo Prisioneiro 13 de 2023. Nela somos apresentados ao bardo charmoso e superconfiante Edgin Darvis (Chris Pine) e Holga Kilgore (Michelle Rodriguez), uma bárbara brutal, mas maternal, e que são melhores amigos. Eles estão presos e planejam fugir para reencontrar a filha de Edgin, Kira. Mais tarde eles se juntam a um tímido feiticeiro meio-elfo interpretado por Justice Smith, uma druida tiefling interpretada por Sophia Lillis, que se transforma em um urso-coruja, e um habilidoso e arrogante paladino interpretado por Regé-Jean Page.

A primeira coisa que se destaca em Dungeons & Dragons: Honra entre Rebeldes é a sua capacidade de entender seu público. Os fãs do jogo de RPG esperavam uma adaptação que mantivesse a fidelidade ao material de origem, e o filme entrega exatamente isso. Os diretores John Francis Daley e Jonathan Goldstein conseguiram oferecer uma adaptação equilibrada que é fácil de assistir e permanece fiel ao seu material de origem.

Outra coisa notável é que a experiência de ter jogado D&D não é necessária para apreciar o filme. A trama é simples e envolvente, com personagens carismáticos e um enredo fácil de acompanhar. Os diretores conseguiram encontrar o equilíbrio perfeito entre agradar aos fãs do jogo e conquistar novos espectadores que não estão familiarizados com o universo de Dungeons & Dragons.

O filme se passa em Forgotten Realms, um mundo de fantasia diversificado que também serve como cenário de campanha para o D&D. Isso significa que muitos locais ao longo do filme serão familiares para aqueles que jogaram o jogo, como Waterdeep, Baldur’s Gate, Neverwinter, entre outros. No entanto, o filme não é apenas para os fãs do jogo. Ele também é uma ótima opção para aqueles que procuram uma aventura de fantasia emocionante e bem executada. Outra coisa interessante, principalmente para quem já jogou uma sessão de RPG, é que existem cenas no filme que lembram um jogo real, onde os jogadores estão sujeitos aos resultados de seus dados para determinar se sua ação é bem-sucedida ou uma falha. Em alguns momentos dá até pra imaginar os planos “mirabolantes” dos jogadores indo por água a baixo depois de falhas em testes e o improviso tendo que acontecer.

Hugh Grant é um dos destaques do filme, interpretando o vilão Forge Fitzwilliam com maestria. Ele consegue equilibrar a persona usual de “inglês trapalhão” com a crueldade do personagem, criando um vilão que é tanto engraçado quanto ameaçador. Chris Pine é outro destaque no filme, e seu carisma casou perfeitamente com seu personagem bardo, propiciando momentos de muito diversão no filme.

Daisy Head também está excelente como a Maga Vermelha Sofina, fornecendo uma vilania mais séria e convincente. Os Magos Vermelhos de Thay são os grandes vilões da história, e prometem estar nos próximos filmes também. Eles são liderados pelo necromante Szass Tam que deseja se tornar imortal por meio da magia negra e transformar Thay em uma nação hierárquica de liches, vampiros e outros mortos-vivos.

EASTER EGGS

O Filme é recheado de referêcias, easter eggs e homenagens. Qualquer jogador de D&D vai perceber muitas referências ao cenário de jogo, como a citação aos Harpistas de Forgotten Realms e a ilha fortaleza da ordem, Korinn’s Keep. O uso do feitiço Chain Lightning, um dos mais poderosos do cenário, assim como o feitiço de Prestidigitação usado pelo feiticeiro Simon Aumar em seu show de mágica. A citação a Mordenkainen criador de vários feitiços únicos, e a Elminster Aumar, dois dos magos mais poderosos e conhecidos de Dungeons&Dragons. A aparição da Besta Deslocadora, do Mímico, dos Tentáculos Negros e do Cubo Gelatinoso, monstros muito conhecidos e já enfrentados pelos jogadores em sessões de D&D, além é claro da bela homenagem aos personagens de Caverna do Dragão. Além desses várias outros momentos lembram o cenário do jogo ou fazem referência a ele.

VALE A PENA?

Sim, Dungeons & Dragons: Honra entre Rebeldes vale muito a pena ser assistido no cinema e vai agradar em cheio tanto os fãs do jogo quanto o publico em geral. Me deu até vontade de jogar D&D de novo!

Em breve irei fazer algumas postagens com material do filme para ser usado na mesa de jogo. Fiquem ligados.

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