Forbidden Religions: Resenha.

Project Updates for Cults of the Blood Gods for Vampire: The Masquerade 5th  Ed. on BackerKit Page 1

De todas as recompensas do financiamento coletivo de “Cults of Blood Gods” para o V5, Forbidden Religions é a melhor na minha opinião. Ao contrário de “Children of Blood” e “Trails of Ash and Bone”, Forbidden Religions expande o conhecimento sobre cultos vampíricos, mostrando sistemas de crenças, alguns conhecidos, outros secretos, dedicadas aos Matusaléns, a Gehenna e religiões infernais em suas 93 páginas. Traz também novos poderes, novos rituais, qualidades e defeitos, para uso na criação de personagens ou para adicionar em seus personagens à medida que eles ganham experiência. Enfim um suplemento que realmente valeu a pena esperar. Vamos saber um pouco mais sobre ele.

OS CAMINHOS DO PODER

O primeiro capítulo do livro é dedicado aos Cultos aos Matusaléns. A prole dos antediluvianos, vampiros com mais de mil anos que são adorados como deuses por alguns membros. Eles são os verdadeiros responsáveis pela Jyhad, a guerra secreta que existe entre vampiros mais jovens contra os mais antigos, e suas maquinações e verdadeiros objetivos só podem ser especulados. Esses cultos são formados sobre uma promessa de poder, com esta promessa variando de culto para culto e pode ser desde receber um poder ilimitado, derrotar inimigos, até estar ao lado da divindade a qual adoram no momento do seu triunfo.

Neste capítulo são apresentados quatro cultos:

“A Lança Quebrada”, um culto dedicado a matusalém Ventrue, Artemis Orthia, a primeira e mais amada das crias de Ventrue e considerada uma deusa em Esparta. Desde o surgimento da Camarilla esse culto opera em segredo na cidade de Lisboa, Portugal, devido a proibição da seita a adoração aos ancestrais, considerados por muitos apenas como lendas, ou histórias para assustar crianças. O culto se baseia na ideia que Orthia não morreu com a queda de Cartago, acreditando que ela está em um lugar seguro aguardando para acordar. Ela oficialmente teria sido destruída na Batalha de Cartago, mas uma ancilla da linhagem de Orthia, chamada Elena Andreas, apresentou os fragmentos de uma lança usada na batalha por Orthia dizendo ser prova que ela está escondida, se recuperando. Ela foi nomeada “Voz de Orthia” e comanda um conselho chamado “Mão de Orthia”. Ela diz para o conselho quais as ordens de Orthia, e a Mão se encarrega de designar membros de escalão menor, intitulados “Guerreiros de Orthia”, a fazerem. O culto se coloca como uma linha de defesa contra a Gehenna e as forças diabólicas que rondam na escuridão ameaçando a existência dos Membros. Nas palavras dos mesmos: “O que seria melhor para lutar contra adoradores selvagens de demônios e diableristas do que guerreiros do Clã dos Reis?”.

“The Whitered Ones”, um culto dedicado ao mito do Nictuku. De acordo com as lendas Absimiliard, o antediluviano que deu origem ao clã Nosferatu, teve dois filhos primogênitos, os Nictuku, que são todos ligados por sangue a ele; e uma segunda linhagem, descendente de uma sacerdotisa tribal (possivelmente Baba Yaga) que escapou de sua vontade e deu origem ao clã Nosferatu. Absimiliard nunca perdoou essa desobediência e considera que os Nosferatus merecem nada menos do que a extinção. Os agentes dessa missão seriam supostamente seus filhos primogênitos, os Nictuku, criaturas hediondas perpetuamente engajadas em uma cruzada para exterminar os traidores do clã.

Os membros deste culto são vampiros enlouquecidos pelo medo desse mito e que desejam exterminar o Clã Nosferatu por dentro. Alguns acreditam que o Nictuku é um ser místico, dedicado a essa missão, enquanto outros acreditam ser toda uma linhagem com esse propósito. Eles se dedicam a destruição do seu clã por inteiro, como uma maneira de obedecerem ao desejo original de Absimiliard e se punirem. Cada célula tem suas próprias motivações, rituais e crenças, mas todos usam máscaras feitas de couro ou pele humana, destorcidas e grotescas, que usam para mostrar a aparência amedrontadora que o Nictuku possui e instigar medo em suas vítimas.

“Os Pastores de Ur-Shulgi”, um culto dedicado ao Matusalém de 4ª geração do clã Banu-Haquim considerado por seus seguidores como o maior feiticeiro de todos os tempos. Após ter dormido por séculos Ur-Shulgi se levantou ao final do século XX e não gostou do que viu. Novos clãs haviam surgido, entre eles Tremere e Hecata, membros que antes seguiam as Leis de Haquim se curvando as religiões dos humanos, esquecendo os ensinamentos que foram transmitidos no Alamut. Ele decidiu então que deveria limpar os vampiros de suas fraquezas e reimplantar as Lei de Haquim. Se valendo que seria o mais velho entre os vampiros despertos no mundo ele tomou pra si o dever de determinar quem tem direito a não-vida ou seria mandado para morte final. Ele escolheu doze Arautos fiéis a ele que se espalharam pelo mundo com a missão de converter primeiramente os membros do Clã Banu Haquim, depois de outros clãs, até mesmo entre os Sangue-Ralos, as Leis de Haquim, pelo convencimento ou pela espada. A diablerie passou a ser aceitável contra membros não convertidos, chamados de apóstatas.

Os pastores, como são chamados os membros deste culto, são liderados por Paxás, membros escolhidos pelos Arautos que ficam encarregados de recrutar novos membros e impor suas próprias interpretações dos ensinamentos para os convertidos. A maioria deles são fanáticos que seguem ao pé da letra tudo que mandam, além de serem perigosos diableristas que acreditam que cometendo este ato ficam mais próximos de Ur-Shulgi. Quando descobertos infiltrados em uma cidade são caçados por todos os vampiros, Camarilla ou Anarch, pela ameaça que representam para os membros da região.

“The Praesidium” é um culto dedicado a memória do Clã Tremere, e do legado de Tremere, o mago que deu origem ao clã dos feiticeiros. Eles buscam mostrar que a organização do clã, antes da queda da Capela de Viena, é a perfeita forma de não-vida. Eles são ultra-reacionários e se apresentam a si mesmos como mercenários, uma alternativa nos domínios da Camarilla aos vampiros do Clã Banu-Haquim. Eles oferecem seus serviços ao Príncipe, ao Xerife, onde houver, e quem mais puder pagar pelos seus serviços. Eles também agem como uma tropa de choque para proteger o clã localmente.

Suas fileiras são compostas por ex-militares, policiais, guarda-costas, ex-agentes de segurança e todo aquele com potencial para proteger as fileiras do clã. Eles agem sobre o mote de “Nunca mais”, em referencia ao ataque da Segunda Inquisição a Capela de Viena e a destruição do Conselho dos Sete. Eles tem a esperança de ainda encontrar alguns deles vivos, substituir os membros que faltam e poder reconectar todos os Tremere outra vez. Eles tem ouvido boatos sobre a localização de Meerlinda, que pode estar sendo mantida presa em algum lugar de Roma, Moscou ou Cracóvia. Eles tem também entrado em território Sabá e recuperado artefatos e conhecimentos ocultos roubados da Casa Goratrix.

Todos os quatro cultos de matusaléns são interessantes e dão ótimas ideias de aventuras, mas o único que vem com mais detalhes e até a ficha de um personagem pronto são os Praesidium. Ele se encaixa perfeitamente em qualquer crônica que esteja acontecendo atualmente, e como o clã Tremere desperta amor e ódio nos fãs do jogo, eu acredito que muitos narradores gostarão de usá-los em suas histórias. Eu particularmente gostei muito do culto ao Nictuku, que eu acredito também poder ser adicionado a qualquer campanha em andamento sem problema, e até já penso em usá-lo nas minhas crônicas em Vitória das Trevas.

SONHOS DE GOLCONDA

De acordo com a lenda foi um dos Antediluvianos que descobriu a existência do Golconda, um suposto estado de salvação e graça divina para a existência dos Vampiros, onde eles teriam a vida eterna sem a necessidade de ceder aos instintos da Besta. Este capítulo descreve quatro cultos de vampiros dedicados a busca pelo Golconda. São eles:

“As Crianças da Salvação”, um culto canibalista que acredita poderem atingir o Golconda cometendo diablerie em outros membros através de um ritual de Feitiçaria do Sangue chamado Ritual da Salvação. A organização do culto parece mais com um “esquema de pirâmide” com um novo membro tendo que recrutar novos membros para então poder tentar o Ritual da Salvação. Nas noite atuais, onde a Segunda Inquisição tem agido em muitas cidades e levado a morte final de vários vampiros, a atuação das Crianças tem passado desapercebida, mas aos mesmo tempo tem tido menos atividades das células espalhadas pelo mundo por falta de recrutamento de mais vampiros dispostos a entrar no culto.

“Borboletas” são um culto de vampiros que acreditam poderem alcançar o Golconda imitando a maneira de viver dos mortais. Eles formam famílias com outros vampiros, carniçais, amigos mortais, amantes, blood dolls e pilares, procurando interagir nas mais ordinárias atividades noturnas que os humanos podem participar, como fazer parte atrás das cenas de reality shows, concursos de beleza, desfiles de moda, etc. Eles buscam atingir um estado chamado êxtase, que é um estado intermediário entre o vampirismo e a mortalidade.

“Eremitas”, vampiros que acreditam que o isolamento pode fazê-los alcançar o Golconda. Geralmente os vampiros Gangrel são adeptos desse culto. Eles acreditam que podem voltar a serem humanos se eles matarem a Besta de fome, nunca cedendo mais do que necessário para sobreviver e perder o controle para a Besta, e sempre negar os desejos que ela manifesta. Vivem isolados dos humanos.

“Caçadores da Cigarra Dourada”, é um culto originário da China que acredita que ajudando o mortal ao qual o vampiro se alimenta, seu sangue quando drenado revelará segredos de paz e poder. Os vampiros deste culto acompanham o mortal durante sua vida, ajudando em seus desafios e dificuldades através dos anos, usando de suas habilidades sobrenaturais quando necessário para resolver assuntos amorosos, sucesso, iluminação, etc. Eles praticam também a ajuda mútua, procurando equilibrar o espírito humano que acreditam ainda existir dentro deles com a Besta.

Apesar de ser um capitulo interessante nenhum dos cultos me chamou muita atenção a exceção das Crianças da Salvação. Precisarei dar uma atenção especial a leitura dele, mas um grupo que atrai outros vampiros para um culto que depois podem diablerizá-lo parece ser bastante promissor pra mim.

PENSAMENTO ESCATOLÓGICO

Assim como acontece no mundo mortal existem religiões que pregam a salvação e outras dedicadas a falar apenas do Apocalipse, do final dos tempos, etc. Entre os vampiros isso vem na forma da Gehenna, o dia do Juízo Final para os vampiros. Este capítulo mostra três cultos que acreditam no Gehenna e que ele está próximo. São eles:

“Os Sussurros dos Mortos”, um culto formado por jovens Hecatas que acreditam terem sido escolhidos não para serem como os outros Hecatas, mas os melhores entre eles. Eles se denominam os Verdadeiros Hecatas, o círculo interno do Clã, próximo ao Capuchinho, uma figura enigmática que ocupa um papel de orientação e liderança no Clã Hecata. Eles também permitem a entrada de vampiros de outros clãs no culto, principalmente aqueles que possuem interesse em Necromancia.

“Órfãos de Enoque” um culto que venera e aguarda o Gehenna e acredita que somente os merecedores irão estar no mundo que irá surgir após o seu acontecimento. Quando a Semana dos Pesadelos aconteceu, e eles viram a Estrela Vermelha no céu, tiveram visões sobre o Gehenna e alguns dos seus acontecimentos futuros. Eles são obcecados por encontrar os sinais do Gehenna e procuram por todo tipo de fragmento de texto ou profecia que os alerte quando irá acontecer. Eles possuem partes do Livro de Nod e das Revelações da Mãe Negra e outros textos heréticos os quais já leram várias vezes e conhecem de cor.

“O Terceiro Dia”, um culto Noddista baseado originalmente na Antuérpia que possui algumas teorias sobre O Livro de Nod e sua Crônica dos Segredos, muito parecido com a Igreja de Caim. Eles acreditam que o Chamado é obra de um Antediluviano perdido da 2ª geração. O culto estuda os efeitos do Chamado nos vampiros e no mundo mortal, tentando afastar seus efeitos entre seus membros. Muitos anciãos da Camarilla já viajaram até Antuérpia em busca de ajuda do culto para resistir ao Chamado.

Diferente do capítulo anterior todos estes cultos me interessaram muito. Todos eles podem ser usados em campanha sem muita alteração do que já vem acontecendo. Um grupo de Hecatas que se denominam Sussurros e estão interessados em artefatos que deem pistas sobre o Gehenna pode ser inserido sem muito problema em uma crônica, assim como os demais porque o Gehenna é um assunto místico que até mesmo os vampiros descrentes comentam as vezes. Pode-se até colocar um culto contra o outro, com os Sussurros contratando um grupo de Praesidium para roubar textos do Terceiro Dia, mas que ao chegarem ao local descobrem que Órfãos de Enoque chegaram primeiro e querem os mesmos textos. Seria interessante, não?

Pages of Rages! [Monday Meeting Notes] – Onyx Path Publishing

CRENÇAS RUINOSAS

Cultos formados por monstros que desejam a destruição do mundo que os transformaram em bebedores de sangue. Cultos dedicados a destruir tudo o que conhecem, e punir os que eles consideram culpados por alguma coisa. São apresentados quatro cultos. São eles:

“The Bloodless Pilgrims”, um culto liderado por um charlatão, de nome Benedict Hutter, que desenvolveu um ritual de Feitiçaria do Sangue que promete aos seus seguidores que eles não se alimentarão mais de sangue humano, mas que na verdade produz um líquido transparente que usa o sangue de um humano que morre no processo, e que deixa o vampiro vulnerável a diablerie e impede seu assassino de ser descoberto através das disciplinas vampíricas. A ideia de Benedict é atrair a maior quantidade de vampiros possível para seu culto, tentar formar uma grande legião de seguidores, descer de geração e ganhar poder para um dia não ter que responder a ninguém. Até parece um desses pastores que vejo todos os dias na TV.

In The Red! [Monday Meeting Notes] – Onyx Path Publishing

“As Crianças do Devorador”, um culto formado por Gangrel famintos que se abrigam em uma caverna que fica na meio do nada perto da cidade de Ironwood, a quatro horas de viagem de Saskatoon, no Canadá. Dentro da caverna existe um templo feito de madeira onde há o corpo entorpecido de um Matusalém. Suas crianças trazem sangue para fortalecê-lo, que eles roubam dos moradores da cidade, e colocam em sua boca aberta. Um dia ele irá acordar e com sua boca irá devorar todo o mundo. E segundo a crença dos seus devotos, este dia não está longe.

“The Penny Dining Club”, um clube formado por vampiros diletantes que usam a tradição de jantares de luxo entre membros da elite local para atrair vítimas que possam expandir o gosto requintado deles por sangue, procurando por Ressonâncias específicas e Dyscrasias.

“Os Soldados do Adversário”, um culto que acredita que o mundo acabou há alguns anos atrás e que a batalha definitiva entre o Bem e o Mal será travada em poucos anos, sendo os vampiros o exército que estará ao lado do Adversário para derrotar as forças de Deus. O Profeta Molinero procura recrutar novos adeptos entre os jovens e desajustados que ainda estão se acostumando a sua nova existência, procurando dar a eles um direcionamento para suas não-vidas. Entre os objetivos do culto está capturar e torturar um anjo em busca de informações sobre os planos do exército de Deus.

Tirando o Penny Dinning Club todos os outros cultos me interessaram muito, mas muito mesmo. As ideias que me dão são intensas e eles servem como adversários muito interessantes e ameaçadores. Mesmo o Penny Dinning pode ser usado para um sessão ou cena com vampiros participando de uma jantar com humanos que irão virar o prato principal. As Crianças do Devorador é um culto altamente assustador e que dá muitas sementes de aventura mesmo se você não tiver este livro, porque é fácil adaptar usando apenas o livro básico. Aliás todos os cultos podem ser adaptados para a cidade que o narrador está contando sua crônica.

VANTAGENS OPCIONAIS

Project Updates for Cults of the Blood Gods for Vampire: The Masquerade 5th  Ed. on BackerKit Page 1

Este capítulo descreve novos Méritos e Defeitos e trás seis novas Fichas de Conhecimento. Os Méritos apresentados são bem direcionados para os cultos apresentados no livro caso queiram fazer um personagem que participa de algum deles, como Penitente e Fanatismo, por exemplo. As Fichas de Conhecimento seguem o mesmo padrão e são direcionadas para criar personagens voltados para os cultos apresentados. Uma delas é exclusiva para Hecata, uma dos Tremere, para criar um Praepositor, e outra dos Ventrue, para criar um Guerreiro de Orthia.

Ao longo do livro existem novos níveis de disciplinas e rituais de Feitiçaria do Sangue que podem ser usados na construção do personagem. Existe um poder de Ofuscação nível 2 com amálgama de Animalismo 1, que impede animais sobre a influência do vampiro serem detectados; um poder de Fortitude nível 3 que impede o vampiro de sucumbir a fome; e um ritual de nível 2 que cria uma aura de silêncio em uma área.

AVALIAÇÃO FINAL

De todas as recompensas de Cult of Blood Gods este suplemento foi o que mais gostei. As ideias e os cultos mostrados em Forbidden Religions são bem interessantes e propiciam sementes de aventuras que podem facilmente se transformar em uma campanha de longa duração. Os novos Méritos e Fichas de Conhecimento são desnecessárias, mas entendo sua inclusão no livro. Aliás a Paradox tem que tomar cuidado com essa prática de colocar Fichas de Conhecimento em todos os livros. Realmente sem necessidade.

O livro ainda não está disponível para compra nos sites onlines, mas assim que sair eu recomendo a compra deste, mesmo que você não tenha o Cult of Blood Gods. Vai adicionar bastante material a sua campanha. Em breve irei resenhar sobre o livro do Sabá, que agora é usado apenas como antagonista no cenário do V5. Será? Aguarde e descubra. Um “abraço” a todos.

6 pensamentos sobre “Forbidden Religions: Resenha.

  1. Vou fazer uma pergunta boba sobre os filhos da salvação. Os convertidos certamente não sabem q podem ser diablerizados, não é? Ou eles entram na esperança de beber de outros?

    • Na verdade é um jogo de gato e rato. Um persegue o outro, e quem for mais esperto se dá melhor. Eles acham que vão diablerizar vampiros que são presas fáceis e acabam encontrando a morte final.

  2. Gosto da ideia de busca de redenção espiritual q pode ir do inefável, transcender a maldição, ao monstruoso, aceitar q se é um monstro.

    Andre, não sei se Vc lembra dos livros dedicados as trilhas como a da Humanidade, acho q era da 2a edição.

    Acho q se poderia tornar a proposta destes cultos de salvação mais interessantes trazendo conceitos do caminho da humanidade como a senda do vigor, da comunidade, da respiração, da iluminação e fazer este contato com o mundo mortal menos superficial: o Cainita não pratica uma brincadeira de faz de conta mas internalizar elementos inerentemente humanos q moldam sua natureza sobrenatural. Pq, ao menos pelo q entendi de tua resenha, as borboletas parecem mais um teatro q um verdeiro culto.

    Por exemplo, tem loresheets q permitem sobrenaturalmente intuir sobre a situação de seus toochtones mortais. Tem também uma especifica sobre a Golconda. Talvez, a criação de boas lores torne interessante a proposta.

    Pode ser inclusive um bom gancho para se explorar a Humanidade, q raramente foi explorada nas mesas q joguei, via de regra girava mais em torno de política e disputa pra ver quem tinha o personagem mais pica das galáxias.

    • Concordo com vc. Aliás até fiz um artigo falando da importância de se introduzir religiões vampíricas suas complicações no Mundo das Trevas, pq o cara não vira vampiro e simplesmente acha que agora é um X-Man.
      Quanto aos Borboletas e o Dinner Club, seus vampiros procuram redenção ou algo para se apegar naquilo que acreditam, mas nem sempre isso pode vir carregado de um significado para nós ou que tenha um rito religiosos tradicional. Existem entre os vampiros os charlatões e exploradores da fé alheia também, afinal eles já foram humanos um dia e sabem como é isso.
      Nem diria que é um teatro, é mais uma representação patética de um grupo de vampiros que acreditam que imitando os mortais um dia voltarão a ser mortais. Crença é complicado.

  3. vc comprou o pdf? eu queria saber onde adquirir. Estou narrando uma crônica em que muito da história e dos personagens se alinham com uma busca pela Golconda. Eles devem esbarra com dois personagens na história que são gêmeos, chineses, um Banu-haqim e um Salubri, inseparáveis apesar da sua incompatibilidade… O Banu-haqim protegendo o Salubri enquanto o Salubri tenta proteger Kine and Kindred alike. Ambos num caminho em busca da Golconda. Pra mim encaixaria como uma luva eles serem desse culto dos Caçadores da Cigarra Dourada, que eu nem sabia que existia! hehehe. Já pretendia incluir esse encontro na sessão do próximo sábado, pq um dos meus jogadores é uma Malkav com propensão ao fanatismo… e ela queria que a personagem dela se relacionasse com alguma religião muito diferentona e meio esquisotérica kkkkk. Eu nunca digo não para os meus jogadores, apenas tento conduzi-los numa direção um pouco mais racional com o jogo em si…

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