
Essa semana quando ainda continuamos no confinamento em nossas casas, respeitando o isolamento social indicado pelo Ministério da Saúde, OMS e as principais agências de saúde do mundo, fomos surpreendidos com um anúncio da Hunters Entertainment, a mesma empresa que lançou o premiado RPG Kids on Bikes e o RPG Altered Carbon, baseado na série de sucesso da Netflix, sobre o desenvolvimento da 5ª edição de Werewolf: The Apocalypse, pegando a onda da bem sucedida 5ª edição de Vampire: The Masquerade. Vamos ver o anúncio:
A Hunters Entertainment tem o prazer de apresentar a vocês o primeiro grande anúncio, à medida que o desenvolvimento de Werewolf: The Apocalypse 5th Edition continua. Nos próximos meses, começaremos a explorar e aprofundar onde os Garou estão agora, descobrindo de onde vieram nos anos seguintes desde a última expansão de sua luta. Discutiremos novos problemas que os lobisomens enfrentam como resultado de questões geradas pelas escolhas que eles fizeram através de gerações de violência obstinada. Ao longo dessas atualizações, nosso objetivo é incluí-lo no desenvolvimento contínuo de Werewolf: The Apocalypse 5th Edition e compartilhar com você muitos dos marcos desse processo. Nosso primeiro passo é apresentar alguns de nossos incríveis escritores e equipe de desenvolvimento do projeto, discutindo o que os levou a contribuir para Werewolf: The Apocalypse 5th Edition.
A empresa também divulgou um vídeo onde são apresentados os envolvidos no projeto, entre eles B. Dave Walters, que participa como o Ventrue Victor da série do site Geek and Sundry, L.A. by Night, que mostra como está a cidade de Los Angeles no mundo dos Vampiros do V5, com a mesa sendo conduzida por Jason Carl, da White Wolf.
No site da empresa vemos a seguinte descrição sobre o cenário de Werewolf: The Apocalypse, que pode nos dar uma pista do que virá pela frente.
Um jogo de contar histórias de resistência selvagem
Você já teve um momento para parar, observar o mundo ao seu redor e ver a injustiça de tudo isso? Você pode ver, as cicatrizes e feridas na terra. Você pode sentir o cheiro, a degradação e decadência no ar. Você pode sentir isso, a febre e os tremores de um mundo moribundo. A questão é: quando você vai se enfurecer?
No fundo, Werewolf: The Apocalypse é um jogo de narração de resistência selvagem. O que isso significa? Isso significa que Werewolf: The Apocalypse é um jogo em que os jogadores contam histórias sobre como lutam pelo que acreditam. Onde o desejo primordial orienta dentes e garras, onde ser um monstro é a melhor chance que temos para combater as injustiças do mundo. É um jogo em que a coisa mais poderosa que você pode fazer é expressar sua raiva para alimentar sua luta contra as forças que se opõem a você.
No entanto, é também um jogo de defesa do que é importante. Sobre cultura e ideologia, sobre honrar a tradição e se adaptar às mudanças. Na batalha por Gaia, costumes e patrimônios ultrapassados podem estagnar e impedir a adaptação a uma ameaça em rápido crescimento e evolução.
Os Garou, que mudaram de forma, estão travando uma guerra em andamento e nunca estiveram mais perto de perder. Muitos dizem que a guerra já se perdeu. A Desordem é galopante, e a Raiva, como acontece com a maioria das armas, pode ir para os dois lados. É um momento sombrio para os Garou que estão morrendo, enquanto as forças primordiais da Weaver e da Wyrm continuam a crescer, e a essência da Wyld desaparece a cada ano que passa.

Salvando Gaia
Ao longo dos anos, Werewolf: The Apocalypse manteve uma posição única dentro do World of Darkness, em que os monstros de personagem de jogador retratados no jogo são aqueles que lutam por uma causa nobre – salvando o planeta. No entanto, é o conflito de suas tendências monstruosas, além de como elas respondem e agem, que lança longas sombras sobre seus esforços. Gaia está morrendo e são os Garou que permanecem como seus guerreiros e protetores, mas também podem ser cegados por suas próprias ideologias, para onde podem escalar o mesmo resultado que esperam evitar.
Na 5ª edição do jogo, Werewolf: The Apocalypse continuará sendo um jogo que explora ativismo ambiental radical. Também continuará a examinar um reflexo sombrio e distorcido de nosso próprio mundo, onde a variedade de injustiças por toda a parte provoca violência e selvageria. Será um jogo de despedaçar seus inimigos … e igualmente importante, viver com as repercussões.
Mas também será um jogo que explora as diferenças entre as pessoas e como ajudamos ou impedimos uns aos outros. Será um jogo em que trabalhar como matilha será a diferença entre vida e morte. Será um jogo sobre encontrar equilíbrio, para não cair em extremos. Lobisomem: O Apocalipse – 5ª Edição é uma história de desespero, onde muitos acreditam que Gaia tomou medidas punitivas contra eles por seu fracasso.
Os tempos estão mudando, a situação se tornou cada vez mais terrível para as tribos, à medida que se afastam do passado recente e retornam ao presente. Enquanto os Garou continuam sua luta contra a poluição desenfreada, as mudanças climáticas e o desmatamento, agora enfrentam uma série de novos desafios. A Desordem traz consigo crescente resistência interna, a Manopla começa a endurecer, e o próprio passado volta em ecos para assombrar os Garou desta noite.

O caminho a seguir
Nos próximos meses, começaremos a explorar e aprofundar onde os Garou estão agora, descobrindo de onde vieram nos anos seguintes desde a última expansão de sua luta. Discutiremos novos problemas que os lobisomens enfrentam como resultado de questões geradas pelas escolhas que eles fizeram através de gerações de violência obstinada. Ao longo dessas atualizações, nosso objetivo é incluí-lo no desenvolvimento contínuo de Lobisomem: O Apocalipse – 5ª Edição e compartilhar com você muitos dos marcos desse processo.
O QUE ESPERAR
Logo após o anuncio da Hunters começaram as especulações nos grupos de discussão nas redes sociais sobre como será esta nova versão. Uma coisa podemos perceber, os Garou continuam como defensores de Gaia, a Weaver e a Wyrm como seus principais inimigos, mas vemos que assim como em Vampiro os Círculos ganharam importância a Matilha terá um foco maior. Outra coisa podemos deduzir sobre as regras: teremos Dados de Fúria, assim como temos agora os Dados de Fome em Vampiro. Essa pista na verdade foi dada no livro básico do V5, em um texto da Disciplina Animalismo no poder de nível 1, Sense the Beast (Sentir a Besta, em tradução livre), que diz o seguinte sobre seu uso:

SENTIR A BESTA
O vampiro pode sentir a Besta presente em mortais, vampiros e outros seres sobrenaturais, ganhando uma noção de sua natureza, fome e hostilidade.
⬛ Custo: Grátis.
⬛ Parada de Dados: Perseverança
+ Animalismo vs Autocontrole
+ Lábia.
Um sucesso permite que o usuário sinta o nível de hostilidade no alvo (quer a pessoa esteja preparada para ferir ou até mesmo decidida a fazê-lo) e definir se ele carrega uma Besta sobrenatural, marcando-o como um vampiro ou lobisomem. Em um sucesso, um crítico dá ao usuário informação sobre o exato tipo de criatura, bem como o nível de sua Fome ou Fúria. Esse poder pode ser usado tanto ativa, quanto passivamente, alertando o usuário de uma intenção agressiva nos arredores imediatos.
⬛ Duração: Passiva.
Não está por acaso essa parte do texto sobre a Fúria. Com certeza teremos algo trabalhado nessa característica dos Lobisomens assim como há com os Vampiros. Talvez ela sirva para manter os Garou no controle das suas emoções, assim como a fome age com os Vampiros, mostrando que apesar dos seus poderes eles estão amaldiçoados, e precisam estar em grupo, na matilha, para poderem sobreviver no meio da sociedade humana.

O jogo está programado para 2021, mas expectativa está grande, e conforme forem saindo mais notícias a respeito do desenvolvimento do cenário vamos divulgando aqui. Particularmente fico na expectativa do M5, ou seja, de Mage: The Ascension 5th Edition. Mal posso esperar para saber como será a atualização do cenário.









Fala meu amigo. Eu particularmente acho Werewolf: The Apocalypse medonho. Esse lance de proteger gaia, Wyrm…que coisa chata pra caralho. Werewolf são maquinas de matar, amaldiçoados, e tem que aprender a sobreviver ou morrerão sendo caçados. Isso sim é foda. Não é a toa que gosto muito dos ferais de Witchcraft. Um filme que cada vez que vejo acho mais foda é esse ultimo The Wolfman, de 2010. Ali sim, é o cenário e atmosfera perfeita pra jogar um jogo assim. Caçadores, misticos (ciganos), e o monstro. Enfim, ótimo artigo. grande abraço.
Fala, Detoni! Eu tb prefiro os Ferals de Witchcraft, mas eu conheci os Lobisomens dos Destituídos e vou te falar que ficou bom demais! Grande abraço.