Depois de muito tempo sem vermos nada do estilo cyberpunk sendo lançado no Brasil a editora Pensamento Coletivo trás para o Brasil o cenário de Interface Zero que é baseado no aclamado RPG Savage Wolds, lançado no Brasil pela Retropunk Pubicações, ambientado na Terra do ano 2090. Mas o que é cyberpunk?
O gênero literário conhecido como cyberpunk começou a ficar famoso com o livro Neuromancer de William Gibson, lançado em 1984 e vencedor dos prêmios Nebula, Hugo e Philip K. Dick. Neste gênero o enfoque é na utilização de alta tecnologia, como as tecnologias de informação em alta velocidade e cibernética, com uma mudança radical na ordem social, criando uma contra-cultura que ao mesmo tempo se apodera desta tecnologia, mas é contra a sociedade que ela criou. Segundo Lawrence Person, reconhecido escritor do gênero: “Os personagens do cyberpunk clássico são seres marginalizados, distanciados, solitários, que vivem à margem da sociedade, geralmente em futuros distópicos onde a vida diária é impactada pela rápida mudança tecnológica, uma atmosfera de informação computadorizada ambígua e a modificação invasiva do corpo humano.”
O gênero também significa uma subcultura que se destaca pela preferencia por músicas psicodélicas e de gêneros de fusão entre punk rock e música eletrônica, possuindo um lado niilista e underground da sociedade. Este estilo de gênero foca suas histórias com muito da ação, mostrando a fronteira evidente entre o real e o virtual, onde o mundo é um lugar sinistro, sombrio, com computadores ligados em rede que dominam todos os aspectos da vida cotidiana. Empresas multinacionais gigantes substituíram o Estado como centros de poder.
No jogo, em 2090, a linha entre humanos e não-humanos ficou tão tênue que a própria palavra “humano” não passa de um conceito abstrato. Andróides completamente sapientes andam pelas ruas ao lado de bio-formas crescidas em laboratórios. Essas bio-formas são conhecidas como simulacros, ou “simus” na abreviação popular. A ciência da hibridização permite que qualquer um com dinheiro suficiente mescle seu DNA com qualquer coisa, desde um besouro até um rinoceronte. O genoma humano foi hackeado e reescrito para acomodar a última moda. Então, que cara você vai usar para sair hoje a noite?
A internet de 2090, agora conhecida como DataNet Global, é uma vasta e etérea matriz de nuvens interconectadas que nós acessamos por meio de um implante cibernético chamado de TAP (Tendril Access Processor). O TAP é um modem sem-fio para seu cérebro, provendo acesso constante ao mundo hiper-real à sua volta. É claro que esse acesso constante tem seu lado ruim, né?
Algumas pessoas podem usar seu TAP contra você e invadir seu cérebro. Eles irão roubar suas informações pessoais e limpar sua conta bancária antes mesmo que você sequer saiba que foi invadido. Tem uns que vão roubar até suas memórias e vender no mercado negro, então tome cuidado. Certifique-se de estar sempre com as modificações e firewalls mais recentes instalados, ou você pode acordar um dia e não lembrar mais do mundo à sua volta.
Nossa tecnologia aumentou a um ponto tal que podemos melhorar nossos corpos com implantes cibernéticos, ou até mesmo reimplantar partes inteiras dele. A maioria dessas, como o TAP, nos ajuda no cotidiano, mas existem outros motivos para ficar cromado, omae. Se você quer se manter no topo da cadeia alimentar, se você quer conseguir os melhores serviços que as ruas tem à oferecer, você precisa de uma vantagem. A cibernética te dá essa vantagem…
Com inspirações como Blade Runner, Ghost in the Shell e Akira, Interface Zero traz tudo do melhor do cyberpunk pra mesa de jogo: psiônicos, mechas, cybermonges, andróides, implantes… e eu disse psiônicos?
Você pode conhecer mais sobre o cenário e apoiar o financiamento coletivo em www.catarse.me/interfacezero
Link pro vídeo do financiamento:
https://www.youtube.com/watch?v=Z9QmG6OnOfA













Ótimo texto.
Já apoiei e estou na expectativa, mas estou triste pois me parece que o ritmo do financiamento está um pouco lento.
Torcendo para que haja uma guinada rumo aos 36K!
Valeu, Jacob. Torcendo também para que financiamento dê certo.