“Interesterlar”: FC Ao Estilo “Abismo Infinito”

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Por Michael Pratti.

Interestelar

Avaliação (até 5): ★★★★

EUA/Reino Unido, 2014 – 169min

Aventura / Ficção científica

Direção: Christopher Nolan

Roteiro: Cristopher Nolan, Jonathan Nolan

Elenco: Matthew McConaughey, Anne Hathaway, Wes Bentley, Michael Caine, John Lithgow, Jessica Chastain, Casey Affleck, Topher Grace, Matt Damon, Mackenzie Foy, Elyes Gabel, Ellen Burstyn

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Matthew McConaughey tentando salvar a humanidade.

Em 2006, Steven Spielberg foi escalado para dirigir Intereslelar e contratou Jonathan Nolan para escrever o roteiro. Com a saída de Spielberg do projeto, Jonathan indicou o próprio irmão para a direção, firmando a quinta parceria entre eles (antes com Amnésia, O Grande Truque, O Cavaleiro das Trevas, O Cavaleiro das Trevas Ressurge). Desta forma, Interestelar se tornou o projeto mais ambicioso do diretor Cristopher Nolan, que envolveu negociações entre a Paramont, detentora dos direitos e a Warner, agora interessada com a entrada do novo diretor e parceiros como a trilogia do Batman e A Origem.

O filme mostra Matthew McConaughey como um engenheiro viúvo que se torna fazendeiro devido às novas necessidades do planeta que está em derrocada quando este descobre uma base secreta da NASA, até então extinta. Lá encontra Michael Caine, um antigo professor que o convence a deixar seus filhos para participar de uma missão de encontrar planetas habitáveis na tentativa de livrar a humanidade da extinção. Na jornada ele conta com três cientistas e o espirituoso robô TARS, um dos pontos fortes do filme.

Nolan é meticuloso e detalhista, seu elenco não atua com tela de fundo verde e também são postos a assistir “Os eleitos” (de Philip Kaufman) para entrar no clima. Além de contratar o autor do livro, o físico teórico Kip Thorne, que acompanhou a elaboração dos efeitos especiais para que ficassem fiéis às teorias científicas. Tudo muito explicado no decorrer do longa o que incomoda um pouco talvez devido aos temas abordados, como: viajem no tempo, tesseract (análogo a um cubo 4D) e buraco de minhoca. Apesar disso, alguns cientistas apontam algumas falhas (Spoilers a seguir) como os buracos de minhoca não provocarem um estrago nos mundos vizinhos ou os gases em volta do buraco negro não causarem nenhum dano aos astronautas na proximidade. Ou até mesmo as nuvens de gelo que incomodou até mesmo o autor do livro.

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Anne Hathaway, linda como sempre.

Com influências assumidas de 2001: Uma Odisséia no Espaço (Stanley Kubrick), Guerra nas Estrelas (Geroge Kucas), Contatos Imediatos do Terceiro Grau (Steven Spielberg), Alien o Oitavo PassageiroBlade Runner (Ridley Scott), o filme também aborda temas como fé e amor, pontos fracos do filme. Nolan tem dificuldade de construir personagens femininas e aqui não é diferente. Anne Hathaway tem diálogos fracos e Jessica Chastain está perdida em cena. Mas Interestelar é lindo, um visual deslumbrante com efeitos especiais excelentes, uma ótima trilha sonora (inclusive o adorável silêncio no vácuo) e emociona, principalmente com McConaughey (convidado por Nolan após ver sua atuação em Amor Bandido) que como sempre está ótimo. Com mais de duas horas e meia de duração que passam voando (eu ficaria mais 1h no cinema e nem notaria), Interestelar é uma “ode ao vôo espacial humano” (palavras do próprio Nolan).

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