Por Gustavo Tenório.
Após alguns meses de suspense, teve início, no dia 31 de outubro, o financiamento coletivo da versão traduzida da sexta edição de Chamado de Cthulhu. A iniciativa é da editora Terra Incógnita, que escolheu o site Catarse para arrecadar os fundos necessários para editorar e publicar o livro (a tradução já foi concluída). Até o dia 25 de dezembro, os interessados devem reunir os 38 mil reais estimados para esta tarefa e, se tudo der certo, a previsão inicial de entrega do material é abril de 2014.
Em dois dias e meio, 27% do valor proposto já foram obtidos. As propostas de financiamento variam de 11 a 2.222 reais, com recompensas proporcionais ao dinheiro desembolsado. Caso a meta principal seja batida (o que esperamos), foram disponibilizadas metas extras, que serão aventuras escritas por Pedro Ziviani e Kairam Hamdam; Luciano Giehl; Dennis Detwiller; e Sandy Petersen (que nada mais é que o criador de Call of Cthulhu), além de um livro de arte do ilustrador Walter Pax e uma coletânea de formulários e documentos que servirão como handouts para o jogo.
Conforme retirado do próprio site do financiamento, Chamado de Cthulhu “será em capa dura, com cerca de 300 páginas, em papel fosco Lux Cream. O conceito visual será como o de um diário ou álbum de fotos e recortes (scrapbook) feito na década de 1920, com fotos antigas e ilustrações em grande maioria originais, e mais algumas das melhores ilustrações de edição americana do jogo. A edição brasileira será ilustrada por Walter Pax, um dos nossos artistas favoritos, e que além de ter um grande talento, consegue expressar o horror dos mitos em sua arte como poucos”.
Aguardado ansiosamente há mais de uma década, trazer Chamado de Cthulhu para o Brasil é uma iniciativa que merece elogios para os editores da Terra Incógnita. Eu garanti minha edição e apoio o financiamento. Mas, faço uma ressalva.
Como também participei do financiamento da sétima edição de Call of Cthulhu (e vi a enxurrada de itens que serão dados como bônus), sinceramente, esperava por recompensas mais “estimulantes” para a versão nacional. Não é nenhuma oposição ao trabalho dos autores listados para as aventuras das metas extras (muito menos Sandy Petersen), mas esperava por uma tradução e publicação de algum suplemento ou aventura clássica.
Independente disso, segue o link do Catarse para você apoiar a publicação, pela primeira vez no Brasil, de Chamado de Cthulhu.








