GTA V – Primeiros passos em Los Santos.

Por Gustavo Tenório.

Sério candidato a “Jogo do Ano“, foi lançado mundialmente na última terça-feira (17) o blockbuster Grand Theft Auto V (no Brasil, as vendas começaram ontem), criado pela Rockstar Games. Conseguimos uma cópia do jogo e iniciamos os primeiros passos na cidade de Los Santos, inspirada em Los Angeles.

Os gráficos podem não ser os melhores desta geração, mas impressionam em um jogo de mundo aberto. Tudo é gigantesco em Los Santos. A quantidade de pessoas, veículos e informação simultâneos são os maiores inseridos em um jogo da Rockstar. O mapa é importante na hora de realizar as missões, pois é muito fácil fica perdido em um simples passeio.

Para os brasileiros, GTA terá um benefício extra: legendas em português! Agora é possível acompanhar todos os diálogos malucos entre os personagens e todos os palavrões ditos em cada frase. Um detalhe muito importante: este jogo NÃO É para menores de 18 anos. Boates de strip-tease, violência extrema (já na primeira missão do game) e o palavreado chulo mostram o que é um jogo para adultos.

Em GTA V os jogadores encontrarão o que de melhor foi feito pela Rockstar em seus jogos anteriores. É possível ver pequenos toques de L.A. Noire, Red Dead Redemption e de GTA IV nas missões e encontros aleatórios que os personagens devem realizar. Os comandos são os mesmos dos outros games da empresa, o que facilita no contato e inserção. Para quem é novato neste mundo, nada de preocupação. A primeira missão é um tutorial bem interessante para dar o tom da campanha. 

Na campanha solo, o jogador conta com três protagonistas – Michael, Trevor e Franklin, que ingressam no mundo do crime por razões diferentes, mas que tem suas histórias interligadas. Michael é um ex-assaltante de bancos na faixa dos 40 anos que tem uma família problemática e carrega o peso de sua vida passada. Trevor é um ex-militar que vive sozinho no deserto de Blaine County, cercado por dependentes de drogas e figuras estranhas. Franklin trabalha como “recuperador de carros” para um armênio dono de uma concessionária de automóveis de luxo.

Não dá para adiantar como os três começam a trabalhar junto, mas as primeiras missões são individuais, justamente para criar uma empatia entre os jogadores e os personagens. Cada um dos protagonistas conta um “elenco” diferenciado com missões e tarefas extra às do modo principal, aumentando o tempo de jogo em mais de 100 horas.

Cinema, boates e aliens.

Como um bom jogo de mundo aberto, é possível fazer tudo em Los Santos. Os cinemas passam filmes de verdade produzidos para o game (são curtas de 5 a 7 minutos), as boates têm shows com mulheres nuas (e se os jogadores forem mais saidinhos podem levar uma surra dos seguranças) e uma das tarefas fora da campanha principal é reunir 50 partes de uma nave alienígena espalhadas pela cidade.

Um dos diferenciais de GTA V para os outros “episódios” da série é a possibilidade de voar com aviões, helicópteros e dirigíveis já no início do jogo. E a visão aérea de Los Santos é de cair o queixo. Pesca e caça também estão disponíveis, numa linha do que foi visto em “Red Dead Redemption”.

O restante é o “mais do mesmo” que faz sucesso com os fãs de GTA – atropelamentos, tiroteios, assaltos e outras ocorrências policiais que são divertidas na ficção e não devem ser experimentadas no “mundo real”.

Na próxima semana, dia 1º de outubro, entra no ar o modo online de GTA V, que merecerá mais uma avaliação. Até lá!

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